quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

A importância da prática do surf após os 50 anos de idade



            O surf é uma atividade física incrível que pode ser praticada em qualquer idade. Na verdade, muitas pessoas começam a surfar após os 50 anos e descobrem uma paixão pela atividade que mudará suas vidas para sempre.

            Os benefícios do surf para pessoas acima de 50 anos são muitos. Em primeiro lugar, é um ótimo exercício cardiovascular, que ajuda a manter o coração e os pulmões saudáveis. O surf também é um treino de resistência e força, o que significa que pode ajudar a construir músculos e aumentar a densidade óssea.

            Além disso, o surf é uma ótima maneira de melhorar o equilíbrio e a coordenação. À medida que envelhecemos, nosso equilíbrio e coordenação tendem a diminuir, o que pode levar a quedas e lesões. O surf pode ajudar a manter essas habilidades afiadas, o que pode ajudar a prevenir quedas e outros acidentes.

            Outro benefício do surf para pessoas acima de 50 anos é o seu impacto na saúde mental. O surf é uma atividade que ajuda a aliviar o estresse e a ansiedade, o que pode ser particularmente importante à medida que envelhecemos. Além disso, o contato com a natureza durante a prática do surf pode ter um efeito terapêutico, ajudando a melhorar o humor e reduzir a depressão.

            Por fim, o surf é uma atividade social que pode ajudar a criar novas amizades e aumentar o senso de comunidade. Quando você está no mar, é comum se conectar com outros surfistas e compartilhar experiências. Isso pode ser especialmente importante para pessoas acima de 50 anos, que podem estar enfrentando mudanças em sua vida social, como aposentadoria ou a saída dos filhos de casa.

            Em resumo, o surf pode ser uma atividade incrível para pessoas acima de 50 anos. Além de melhorar a saúde física e mental, o surf pode ajudar a criar novas amizades e proporcionar uma sensação de realização e aventura. Então, se você está procurando uma nova maneira de se manter ativo e desafiado, considere experimentar o surf!

Por que é importante variar os tipos de exercícios após os 50 anos de idade?

            Muitas pessoas após os 50 anos de idade começam a perceber que suas rotinas de exercícios podem estar ficando um pouco estagnadas e, consequentemente, menos eficazes. Embora ainda possam estar se exercitando regularmente, a falta de variedade pode limitar o potencial de seus treinos e deixá-los entediados. Então, por que é importante variar os tipos de exercícios após os 50 anos de idade?


  • Evitar lesões: Ao variar os tipos de exercícios, você pode ajudar a evitar lesões causadas pelo excesso de uso de um grupo muscular ou pela repetição excessiva do mesmo movimento. Experimentar diferentes tipos de exercícios pode ajudar a equilibrar a carga de trabalho em diferentes partes do corpo.
  • Melhorar a força: A variedade de exercícios pode ajudar a melhorar a força geral do corpo, já que diferentes tipos de exercícios trabalham diferentes grupos musculares. Por exemplo, o treinamento de força com pesos pode ser complementado com exercícios de flexibilidade ou treinamento cardiovascular.
  • Manter o interesse: A prática de exercícios pode se tornar monótona se a mesma rotina for repetida várias vezes. Experimentar novos tipos de exercícios pode ajudar a manter o interesse e a motivação para continuar se exercitando.
  • Melhorar a saúde geral: Ao variar os tipos de exercícios, você pode melhorar a saúde geral do corpo, já que diferentes tipos de exercícios têm benefícios específicos para a saúde. Por exemplo, o treinamento cardiovascular pode ajudar a melhorar a saúde do coração, enquanto o treinamento de força pode ajudar a manter a densidade óssea.

            A variedade é a chave para manter um programa de exercícios eficaz e sustentável após os 50 anos de idade. Experimente novos tipos de exercícios para evitar lesões, melhorar a força geral, manter o interesse e melhorar a saúde geral do corpo. Afinal, o exercício é uma parte fundamental da manutenção da saúde e do bem-estar em qualquer idade.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Diversificar é a ordem ;)

Olá amigos!


Como vocês sabem, a intenção deste blog é de relatar minha rotina de atividades físicas à medida que o tempo vai passando. Daí o nome "Idade e Esporte". Completei 50 anos em janeiro de 2018. Desde a primeira postagem já se passaram cinco anos.

Desde então, aprendi a surfar (razoavelmente), melhorei bastante meu desempenho no skate, continuo correndo esporadicamente, participei de trilhas, hiking, trekking, ciclismo, enfim, aquilo que me dá prazer. Só não entrei em academia porque não gosto de atividade física em ambiente fechado.

Aqui em Fortaleza a temporada de surf acabou. Este ano eu achei até que sustentou mais que o normal. Começou em Dezembro/17 e perdurou até o final de Abril passado. Mas acabou. Chegou a hora de diversificar, assim como nos anos anteriores.

No Ceará sopra muito vento de Maio a Novembro. Um paraíso para quem pratica kitesurf. Eu até tentei, mas não senti afinidade pelo esporte. Sendo assim, com sol e vento, entram em cena a corrida, o skate e o ciclismo, apesar da prática do surf ficar mantida com menos frequência.

Continuo bem. Mantenho um peso proporcional à altura (1,71m e 78,5kg), Minha massa muscular está boa, de maneira geral. Nesses últimos cinco anos fiz duas avaliações com um médico do esporte. Excelentes resultados.

Alimentação diversificada, evitando açúcares (apenas evitando) (eu uso mais adoçante), frituras gorduras, lanches do tipo fast food. Bastante verduras, carnes, peixe, frango. Carboidratos (do tipo pão, arroz, feijão, macarrão) de forma controlada. Sucos naturais à vontade, enfim, estou fazendo o básico pra me manter bem (kkkkk).

Não é muito barato "comer saudável", mas é o preço que se paga.

Um abração!

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

SURF + SKATE

Olá amigos!!!


Neste mês de janeiro cheguei aos 50 anos e minha atividade física está melhor que nunca. Continuo surfando, andando de skate, pedalando (com menos frequência), correndo, etc.

Como vocês sabem, comecei a surfar já depois dos 40 anos, no ano de 2013. Depois desse período de aprendizado inicial, adquiri uma pouca experiência que me permitiu viajar para surfar nas ondas perfeitas do Peru. Conheci Chicama, Huanchaco, Punta Hermosa, Cerro Azul, El Faro, etc.

Nesses últimos anos minha paixão pelo surf e o amor antigo pelo skate só aumentaram e eu encontrei um equilíbrio perfeito. Quando estou fora da temporada de surf, participo de um grupo de skates (simuladores de surf) e a gente evolui juntos nas pistas de skate (skate parks e bowl). 

É incrível como os simuladores ajudam na performance do surf. Especialmente quando você aprende a usar o bowl e as paredes dos banks, no skate park.

Quando a temporada de surf chega no Ceará (geralmente irregular por conta dos ventos), a gente prioriza o surf, mas não deixa o skate encostado.

Então o equilíbrio é esse ... fora da temporada, usamos os sk8's simuladores e quando chegam as ondas, estamos afiados pro surf.

No nosso grupo tem gente usando simuladores Carver, Nitro e Mormaii. Eu mesmo já usei esses três e também o Surfskate, com aquele truck dianteiro que gira 360º.

Inclusive fiz um vídeo comparativo entre Nitro e Carver, que vou disponibilizar abaixo. Atualmente, depois de experimentar muito, estou usando três modelos de simulador, dois Carver e um Nitro. Acredito que montei o quiver definitivo (por enquanto kkkk).

Estou ansioso por uma viagem que já está marcada para o mês de Março próximo, quando vou conhecer a minha pista dos sonhos, em São Bernardo dos Campos - SP.

Quanto ao surf, motei um quiver que me permite muita diversão. Uma prancha fish retrô 6'0, um mini long 6'4 e um longboard de 9 pés. Para os picos da minha região, essas pranchas são mais que suficientes.

O seu quiver (de pranchas) vai depender muito do seu condicionamento físico, a característica das ondas da região onde você vive, a frequência do seu surf e o que você espera do esporte (diversão, performance ou um surf clássico).

Desejo a todos um 2018 repleto de felicidade, muita saúde, muito skate, muitas ondas e muita paz.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Upgrade e downgrade de moto - Uso urbano - Burgman x PCX

E aí meus amigos, tudo bem?


Vou partilhar com vocês um pouco da minha experiência com motocicletas de maior cilindrada e depois explico o motivo do título desse post: Upgrate e Downgrade de moto.

Antes quero lembrar que já fiz uma postagem onde relatei minha experiência com motocicletas de uma forma geral, no post denominado "Moto ou Scooter", em fevereiro de 2014.

Até aquele momento eu ainda não havia passado pela experiência de uma moto de maior cilindrada. Ocorre que em junho de 2015, troquei a minha scooter Burgman 125cc por uma Honda Shadow 750cc. Igualzinha a essa da foto ao lado.

Que diferença hein? 😂😂😂

Logo de cara fiz uma viagem com ela. Esse tipo de moto nos convida a pegar a estrada, concorda? O registro dessa viagem está no Youtube, vale a pena conferir (clique aqui).

A moto proporciona um conforto excelente, seja na posição de pilotagem, estabilidade, assento do piloto, posicionamento dos braços, largura dos pneus e tamanho das rodas, enfim, um verdadeiro avião; basta acelerar. Sempre foi meu sonho possuir uma máquina modelo custom, dessas.

Passei quase dois anos utilizando a Shadow em Fortalelza, no trânsito do dia, dividindo as oportunidades de deslocamento entre ela e o carro. A experiência foi excelente. 

Me acostumei a andar entre os carros com ela, apesar do peso da moto. Obviamente tem lugares que você não consegue passar, mas na maioria das vezes eu não ficava preso entre os carros. O único desconforto era o consumo. A média de consumo dela na cidade era de 17 a 19 km com um litro de combustível. Na estrada cheguei a fazer 25km/l.

Porém, este mês (maio/2017) levando em conta que a Shadow estava ganhando idade (e se desvalorizando) e que eu estava precisando de dinheiro pra uma SurfTrip, optei por vendê-la. Utilizei uma parte dos recursos para despesas diversas e o restante (para não ficar sem moto) destinei à compra de uma PCX Honda 150cc (DLX), com menos de um ano de uso 2016/2016. Em outras palavras, voltei para o mundo das scooter.

Daí o título deste post (upgrade e downgrade). Subi a cilindrada durante um tempo e agora reduzi.

Não tem como comparar a Shadow e a PCX. São duas motos de categorias completamente diversas. Apenas a questão do consumo. A média de consumo da PCX, na minha mão, é de 40km/l. Faço questão de ressaltar "na minha mão" porque o consumo depende muito de quem está conduzindo, não apenas da cilindrada.

Entre a PCX e a Burgman, porém, as diferenças são gritantes. Além da diferença de potência decorrente da cilindrada de cada uma (a Burgman fica pra trás fácil, fácil), existem alguns outros detalhes especiais.

A partir de 2016 os faróis e lanternas da PCX são de Led; no painel dessa scooter existe um local pra guardar pequenos objetos (carteira, celular, chaves de casa, etc) e uma saída de 12v onde você pode ligar um carregador para seu celular; o espaço abaixo do assento cabe um capacete normal e mais alguma coisa (na Burgman não cabe quase nada, inclusive capacete); a PCX possui um dispositivo que pode desligar a moto quando estiver parada por mais de 3 segundos, voltando a ligar quando você acelera (isso implica numa possível economia de combustível), se chama sistema "idling stop"; os pneus da PCX são maiores que o da Burgman, o que facilita passar pelos buracos; sistema de freios da PCX é mais eficiente; a PCX possui um botão que aciona um "pisca alerta", ou seja, assim como os carros, piscam simultaneamente todas as setas de direção (pisca-pisca); possui ainda um "computador de bordo" que mede o consumo da moto a todo instante, evitando que você fique enchendo  o tanque e fazendo contas para saber o quanto a máquina está "bebendo" e um relógio; painel bem mais completo e bonito.

Eu listei acima apenas o que me lembrei, das facilidades que mais me chamaram a atenção (positivamente) nesse breve comparativo entre Burgman 125 e PCX 150.

Enfim, são uma série de itens e cuidados que a Honda teve quando entrou nesse segmento de scooters e que a Suzuki preferiu ignorar. 

Se me perguntarem se estou feliz com o downgrade, diria que sim. Não por algum problema que tive com a Shadow, afinal não tenho nada a reclamar dela. Apenas porque escolhi uma boa scooter para andar na cidade. Pelo menos esta é minha impressão até o momento. Nada a reclamar. 
 
Forte abraço a todos!

domingo, 1 de janeiro de 2017

Monociclo elétrico - Uma boa opção de transporte?

Olá meus amigos!

Eu na Beira Mar de Fortaleza
Neste início de 2017, me veio à memória o fato de que exatamente há um ano, comprei um monociclo elétrico.

Um monociclo elétrico, segundo Wikipedia, "é um veículo elétrico que ajuda o piloto a ficar em pé usando um motor elétrico e giroscópios controlados por um computador que é alimentado por dados de acelerômetros e outros sensores".

Inicialmente, confesso que a aquisição foi exclusivamente pela diversão que aquela máquina potencialmente poderia oferecer.

A ideia de estar simplesmente em pé, me deslocando numa velocidade média de 10 a 15km/h, em total silêncio e, aquele ar de que o futuro havia chegado, me atraía muito :)) 

Estacionamento do Shopping Iguatemi - Fortaleza
Aqui em Fortaleza formamos um pequeno grupo de usuários de monociclo elétrico (acredito que o primeiro). Eventualmente combinamos um passeio na Beira Mar. Porém, no início de 2016, o encontro era semanal. Trocávamos experiências e técnicas de manobra para o uso do monociclo.

O passeio era bem divertido, mas ao longo do ano, pudemos perceber que o equipamento era bem mais aproveitado no dia a dia de cada um, que como diversão. De repente descobrimos que a maioria de nós sempre deixava (instintivamente) o monociclo no carro para complementar pequenos trechos que percorríamos durante um dia normal de trabalho.

Eu, por exemplo, por muitas vezes, tive que me deslocar (de carro) a um local de trânsito intenso e optei por estacionar o carro um pouco mais distante para percorrer o restante do trajeto com o monociclo.

Outras tantas vezes, por perto de casa, vou à padaria, farmácia, agencia bancária, lanchonete, apenas usando o monociclo.

Não cogito mais a possibilidade de deixar de usar o monociclo. Quando a vida útil do meu equipamento acabar, não tenho dúvida de que vou adquirir outro. É muito prático, rápido, econômico, cômodo.

E como sou um usuário de bicicleta, podem me perguntar: - E você parou de andar de bike?

Claro que não. Uso sempre a bike. Umas vezes para ir ao trabalho, outras para me exercitar, outras só pra relaxar.

O monociclo é diferente da bicicleta porque nele você não faz exercício. Você não sua. Apenas se desloca. É o meio de transporte do futuro, hoje.

É uma excelente opção para quem quer entrar na onda do transporte multimodal. Você pode usar o monociclo para chegar ao metrô (ou ao ônibus), pegar o trem, e sair novamente da estação usando o monociclo, sem pingar uma gota de suor, chegando super rápido ao seu destino.

As baterias atualmente disponíveis no mercado permitem autonomia de até incríveis 40km de distância. No entanto o preço do brinquedo fica consideravelmente mais alto.

Quando comprei o meu, estavam custando uma média de dois e quatro mil reais. Comprei um modelo "genérico" e, graças a Deus, tive sorte. Alguns amigos que compraram na mesma época, o mesmo modelo, já esgotaram a vida útil da bateria (componente mais caro do equipamento). O meu continua firme e forte.

O preço dos monociclos baixou ao longo de 2016 e hoje é possível comprar um equipamento "de marca" por cerca de mil reais.
 
Uma carga completa, se a bateria estiver completamente vazia, demora em torno de 1,5 horas. Autonomia de cerca de 12km. A autonomia depende do terreno onde você vai usar e do seu peso. Quanto maior o esforço, maior o consumo; quanto menos esforço e peso, mais rendimento.

Pra quem mora perto do trabalho, vale a pena ir e voltar usando o monociclo. É divertido, rápido, econômico e a natureza agradece. Não precisa se preocupar com vaga de estacionamento, nem com o preço da gasolina.

Tem muito material em vídeo disponível na internet. Pra quem quiser conhecer  mais, vou colocar abaixo alguns dos vídeos que fiz sobre o monociclo elétrico.

Forte abraço a todos!

 
 

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Posso usar Bota EPI (Equipamento de Proteção Individual) para trilha?

Olá meus amigos!

Hoje resolvi falar rapidamente sobre calçados, para quem gosta de fazer trilha. Para enriquecer esta leitura, recomendo que vejam uma postagem que fiz anteriormente com alguns conceitos (sobre trekking e hikking)

Trilha é uma atividade muito legal. Contato com a natureza, nada de celular, nada de rádio (apenas o rádio comunicador) … são só seus amigos, você, a natureza e seus limites.

Em se tratando de trilhas curtas, já vi muita gente com roupas de algodão, tênis, roupas de material sintético, botas de cano longo, botas de cano curto, mochilas grandes, mochilas pequenas, cantis, mochilas de hidratação, ou seja, o pessoal vai do jeito que dá pra ir. Mas, por que? Porque aquela trilha é encarada como lazer, como tem que ser mesmo. Não é uma aventura onde sua vida está em risco, onde você tem que extrair tudo de seus equipamentos para obter uma performance excelente, com conforto.

Mas existe um meio termo entre o lazer e a alta performance, claro. Dá pra você praticar a trilha de lazer com maior tranquilidade, seguindo as dicas do pessoal experiente.

Seu eu fosse dividir esse esporte nas categorias “iniciante”, “intermediário” e “avançado”, eu me classificaria como um praticante de nível intermediário, tendo como base minhas diversas experiências.

Nunca usei tênis para trilha. Como sou bastante curioso e costumo pesquisar antes de começar qualquer atividade, percebi uma unanimidade quanto à impropriedade do uso de tênis para trilha.

Quando fui para a trilha constatei. Gente cujo tênis abriu ou soltou solado. Já vi também escorregões e quedas feias, tornozelos torcidos. E sabe o motivo? É que os tênis de corrida e academia não foram feitos pra trilha. O tecido e o solado foram projetados para obter melhor performance noutras atividades, não no mato, na água, no barro, na terra ou carregando peso.

Sempre uso bota em trilha. Você protege o pé da água, de perfurações, de torções, etc. Já usei botas de cano curto e cano médio. Já vi algumas marcas de bota que se propõem à trilha mas que na primeira caminhada soltam logo o solado, ou seja, são feitas pra uso urbano. Têm apenas aparência de aventura.

Nesse universo (pesquisas, de botas caras, eficientes ou frágeis, marcas, etc.) tive uma surpresa muito agradável outro dia.

Fui na Leroy Merlin (mas poderia ter sido em qualquer outra loja de materiais), e encontrei uma bota que é vendida como EPI (equipamento de proteção individual).

São calçados que são projetados para proteger a atividade do trabalhador/empregado. São testados e certificados para aguentar o tranco do dia a dia.

Essa bota que encontrei é feita em couro, muito macio, com proteção no bico contra esmagamento dos dedos, solado com uma borracha muito boa, resistente à água, lingueta costurada no corpo até em cima do cano da bota, cadarços de boa qualidade com passadores de metal.

Tem diversos certificados, para garantir que o equipamento realiza realmente o que se propõe, ou seja, proteger o usuário em ambiente de trabalho diário. Em outras palavras, a bota é feita pra aguentar porrada!!!

Além disso o visual, no meu modo de ver, não tinha nada a ver com aquele conceito pejorativo de EPI. Achei mais bonita que muita “bota de marca”.

Calcei na loja e gostei da maciez. Em relação ao preço das “botas de marca”, esses EPI's custam infinitamente mais barato; em média 100 reais.

Palmilha de gel
Comprei e levei para a primeira trilha, para fazer um test-drive. Tive apenas o cuidado de comprar uma palmilha de gel e colocar dentro porque a palmilha original é muito fina e eu sofri com calos dágua na sola do pé, como vocês podem ver na minha postagem anterior (Monte Roraima - Eu Fui !!!), exatamente por causa da abrasão da palmilha fina.

QUE SURPRESA! A bota é maravilhosa Não escorreguei uma vez sequer. Ela agarra muito bem no chão. Nas pedras tem uma aderência muito boa. Melhor que a minha bota Timberland (que na época me custou mais de 500 reais).

A bota tem um couro tão macio que fiquei com a impressão de calçar uma bota usada. Nem me lembrava que estava usando um calçado novo. Normalmente não se usa calçado novo em trilha. Amaciar durante a trilha é uma péssima opção. Mas percebi que não iria ter esse problema logo quando experimentei na loja.

Resumindo a estória, inaugurei meu EPI numa trilha com cerca de 15km, atravessando a Serra da Aratanha (Ceará), iniciando em Maranguape a subida e descendo em Guaiuba .... a trilha foi ótima!

Se você encontrar um EPI desse tipo e souber identificar se o material é realmente couro, resistente à agua, etc ... pode comprar que você vai estar bem calçado, vai fazer a trilha com segurança e vai gastar pouco, muuuuuito menos que marcas como Timberland ou Bull Terrier (esta última eu não recomendo, solta a sola com facilidade).

Abraço a todos!!!