segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Fortaleza - Canindé - A viagem no trike

Olá amigos!


A saída de casa
Fiz a viagem que havia falado na postagem anterior. Porém, antes de comentar, preciso fazer uma retificação. Na verdade a viagem foi de (quase infinitos) 140km.

Éramos 6 trikers (triciclistas), em meio a uma estimativa de 90 a 100 ciclistas, saindo de Fortaleza próximo às 20h.

A organização do evento, que é anual, atuou de forma perfeita na minha opinião. 

Logo na saída havia frutas, água, barras de cereais e gatorade para todos os participantes. 

Na primeira parada, em Maranguape (município vizinho a Fortaleza), fizemos um lanche leve, através de um dos patrocinadores (um supermercado), composto de sanduíche, suco, frutas, repositores, etc.

Quando saímos de Maranguape começaram as intermináveis subidas. Caramba, nunca na minha vida vi tantas subidas numa estrada. 

Eram tantas subidas que eu pensei que Canindé ficava no céu, na mesma altitude do Pico Everest.

No percurso todo havia sempre um caminhão de apoio, uns 03 ônibus, ambulância, escolta da polícia.

Vou tentar apenas resumir em uma lista as impressões mais marcantes:
- Faça uma revisão geral na sua bike ou trike.
- Leia sobre o percurso com antecedência e tente conhecer as condições atuais do trajeto.
- Tente pensar em tudo que você vai precisar durante a viagem, com cuidado pra não exagerar no peso.
- Numa viagem tão longa você sente bastante a diferença de peso de uma bicicleta e um trike; nas descidas ele corre muuuuuito mais rápido que as bicicletas, mas nas subidas o sofrimento é muuuuuito maior;
- O peso médio de uma bike vai de 7 a 14kg. O trike pesa cerca de 24kg.
- Se por um lado a bicicleta é mais leve e o gasto de energia é menor, por outro a aerodinâmica do trike, a posição de pilotagem e o banco trazem um desgaste bem menor; ao final da prova havia ciclistas que sequer conseguiam sentar, com dores nas costas e na bunda.
- Se a sua intenção é fazer um tempo de prova menor, vá de bike, mas se curtir o passeio é mais importante pra você, vá de trike.
- A viagem foi noturna, teve gente quebrando a bicicleta e caindo no escuro; de trike você não cai.
- Pra não sofrer tanto com o desgaste físico de um trajeto longo assim, treine muito e com bastante antecedência; se você não costuma pedalar, fique certo que vai jogar a bike no caminhão e subir no ônibus; pode ter certeza que isso não é como pedalar naqueles passeios noturnos.
- Mesmo que você vá com seus amigos, depois de percorridos 50% do percurso, siga no "seu" ritmo; não adianta forçar a barra pra acompanhar o primeiro pelotão; se você ultrapassar seu ritmo por muito tempo, você vai quebrar e não chega no final.
- Vale a pena uma experiência dessas na sua vida, mesmo que seja somente uma vez; você pode descobrir que seus limites estão muito além do que você imaginava, muito além mesmo.
- Seja tolerante com você mesmo e com seu corpo, se não der, não deu. Muita gente desiste e isso não significa nada, haverá outras oportunidades. Mais da metade dos participantes desiste. Mas se a questão for apenas cansaço, vá devagar e você vai chegar. Completar o percurso traz muita satisfação, mesmo que seja em último lugar.
- A estrutura e suporte oferecidos pela organização do evento é muito importante, colete informações acerca da realização de outros eventos da mesma natureza.
- Hidratação é importantíssimo!!!
- Não coma demais antes, nem durante a prova. Isso pode ser um problema.
- Registre tudo que for possível (fotos). Essas recordações são preciosas.
- Se alimente bem (com qualidade) após a prova.
- Descanse bastante.
- Não tome relaxantes musculares nem qualquer outro remédio sem consultar um médico depois de uma prova de tamanho esforço. Você pode acabar com os rins!!!
- Use capacete, luzes (mais de uma) com pilhas novas, luvas, tênis adequado, ou seja, equipamento completo de segurança.

É isso!

Completei o percurso em cerca de 8,5 horas. Cheguei exausto. Após 80km pedalando pensei diversas vezes em desistir. Acabei me distanciando do grupo, num ritmo mais lento, mas cheguei até o final pedalando.

Havia um bom café da manhã nos aguardando, numa casa com local para banho.

A viagem de volta foi excelente. Ônibus leito para os ciclistas e caminhão baú para as bikes e trikes. Tudo com segurança.

Abraço a todos!!!

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Fortaleza - Canindé - 124km em um trike

Olá amigos!



Estou me preparando para viajar de Fortaleza a Canindé, usando meu trike (ou triciclo, ou recumbent trike).

São 124km a serem percorridos no próximo dia 18/out/2014, saindo às 19h, com previsão de chegada  no amanhecer do dia 19/out.

Estou ansioso porque nunca fiz um percurso tão extenso.

Porém, pelo que pude coletar de informações, no grupo haverá pessoas de várias faixas etárias e compleição física. Não são atletas profissionais. Isso me tranquiliza um pouco.

Quando viajar vou fazer todo o registro e postar aqui, para ajudar quem tem vontade de fazer algo
parecido. Afinal eu  procurei e não encontrei nada sobre o assunto Fortaleza-Canindé.

Quem tiver dicas, por favor, poste neste blog!

Por enquanto vou deixar aqui um vídeo que fiz no último domingo, 12/out/2014, passeando com amigos de trike (recumbent trike ou triciclo).

Abraço a todos!




domingo, 28 de setembro de 2014

Bike elétrica é uma boa?

Olá pessoal!

Eu adoro novidades e não me aguento enquanto não experimentar uma coisa nova. Mas antes da novidade vou fazer um histórico.

A cidade onde moro, Fortaleza é quente, bastante quente. Apesar disso, como é litorânea, é ventilada. Isso ajuda a quem pedala. Tem sol, mas é muito ventilado.

No entanto, para quem trabalha, atravessar longas distâncias pedalando no horário de expediente, fica complicado. Você acaba suando. Especialmente quando precisa usar paletó, blazer ou uma roupa mais social. 

Vou trabalhar de bike mas, eventualmente, preciso sair para reuniões em locais distantes e, nesses dias, acabo indo de moto ou de carro, a contragosto claro.

Isso me fez começar a pensar numa outra possibilidade e o título deste post diz tudo: - Será que uma bike elétrica seria uma boa?

Comecei a pesquisar. Descobri que os primeiros modelos vinham com bateria de chumbo, pesadíssimas. As bicicletas chegavam a mais de 40kg, o que tornava inviável pedalar no caso da bateria acabar. Pra piorar tinham a autonomia: 30 ou 35km com uma carga. Pessoalmente acho pouco. Essas bikes ainda estão no mercado.

Continuei minha pesquisa afastando logo de cara as elétricas com bateria de chumbo.

Voltei o foco para aquelas com bateria de Polímero de Lítio

Olhei vários modelos de bikes elétricas nacionais, além dos kits para conversão de bikes comuns em elétricas.

Tudo isso me deixava bastante chateado porque eu percebia que muita gente pensava na bike elétrica como um meio de parar de pedalar. É o que acontece com as chamadas "e-bikes". E não é isso que eu quero! Se for pra sair acelerando, vou de moto mesmo, ora.

O grande lance da bike pra mim é pedalar. Com esse foco, ficou mais fácil delinear o que eu procurava.

Nessa busca, quase por acaso, descobri um modelo, mais ou menos recente da Dafra: - A Dafra DBX VT.

A bateria é de Polímero de Litio e a bike toda pesa 25kg. Vem com alguns acessórios interessantes (daqueles a gente acaba comprando por fora: luz dianteira, traseira, retrovisores, buzina, etc).

A autonomia é incrivelmente maior que as demais: 70km!!! Bastante hein, o dobro das bikes com motor no cubo.

O motor dela fica ligado ao pedivela. 

Tem um pequeno disco preto, com um sensor, que identifica quando você começa a pedalar e aplica a assistência ao pedal, de acordo com o que você selecionar (níveis de assistência de 0 a 5)

São as PEDELEC's que utilizam o PAS (Pedal Assisted System), que só funciona se o ciclista pedalar. De acordo com o site Bikemagazine, Uma enquete realizada pelo site britânico www.pedelecs.co.uk apontou que 36% dos usuários das bikes elétricas utilizam o motor elétrico o trajeto todo, 25% utilizam o sistema elétrico apenas o bastante para descansar e superar as subidas e 21% usa a força do motor apenas para embalar a bicicleta.

Modelo PAS da japonesa Yamaha
Acredito que essa autonomia tão alta vem da obrigatoriedade de acionar o pedal e ajudar o motor, com a força das pernas.

Comprei uma DAFRA VT. Fiz uma primeira carga e andei 30,40km. Alternei os níveis de assistência entre 3, 4 e 5, sempre pedalando e por muitas vezes percebendo que o motor desligava automaticamente, seja porque eu passava da velocidade máxima de assistência (25km/h) seja porque o nível de assistência estava baixo (3 ou 4 por exemplo, que vai até 15km/h) e eu pedalava mais forte, andando em 18 ou 20km/h.

O indicador de nível da bateria tem 4 divisões. Ao final do passeio esse indicador mostrava consumo de apenas 1/4 de carga. Sendo assim, em tese, se cada quarto de bateria me permitir rodar 30km,  posso chegar a 120km. Claro que isso vai depender do esforço que faço no pedal e do nível de assistência programada.

A experiência promete! Vamos ver se posso deixar o carro e a moto por mais tempo na garagem, indo de bike elétrica pro trabalho e saindo para as reuniões, na esperança de não suar ou, pelo menos, não suar muito kkkkk.

Começarei os testes esta semana e vou postando os resultados e impressões.

Abraço a todos!!!

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Pressão alta e atividades físicas

Olá amigos!


Depois de relutar por um ano, ciente de que minha pressão arterial média era de 130/90, às vezes 140/100, acabei cedendo e fui me consultar.

Também, diga-se de passagem, eu já estava de saco cheio de ficar monitorando todo dia, rsrsr.

Na cardiologista relatei toda minha história de vida, meus antecedentes familiares, blá, blá, blá. Antes de qualquer opinião, ela me passou uma série de exames: hemograma completo, mapa (24 horas com uma máquina medindo minha pressão e fazendo um relatório), ecocardiograma, enfim, tudo que ela pediu eu fiz.

Meu pai tinha pressão bastante alta e, do lado da família da minha mãe, o histórico é limítrofe.

Como eu já mantenho uma boa dieta, com verduras e frutas, sem exagero de sal, atividade física, não havia mais fatores para afastar.

Levei os exames e o resultado foi: - Eu precisava começar a tomar os "remedinhos" todo dia, kkkkk. Eu sabia que essa hora ia chegar.

Ela me passou um bem leve (Benicar 20mg) e pediu que eu voltasse após 30 dias para avaliar. Pouco após o trigésimo dia voltei e minha pressão estava dentro do padrão esperado, ou seja, 120 por 80 (a coisa mais linda do mundo).

Bom, a lição que tirei disso tudo é que, não adianta apenas manter atividade física e alimentação adequada.  A gente tem que fazer os exames de rotina e aceitar o que vem com a idade.

Claro que esse comportamento comedido e uma rotina saudável retardam e ajudam a controlar a doença (pressão arterial elevada é um tipo de doença crônica), fazendo parte, inclusive, do tratamento.

Meu irmão mais velho, por exemplo, que não faz atividade física com frequência, começou a tomar remédio para controlar pressão aos 40 anos, enquanto que eu comecei aos 46.

Mas mas não foi o suficiente. É uma doença e precisa de tratamento com remédios, quando for o caso. E o no meu caso sim.

O comprimido já está na rotina. Acordei, tomei rsrsrs.


Abraço meus amigos,

Se cuidem!!!

terça-feira, 22 de julho de 2014

Surf fora de temporada - Corrida, bike ou skate.

Olá amigos,

Puxa, estou chateado com o tempo aqui em Fortaleza. Temporada de ventos. É péssimo para a prática do surf porque o mar fica muito agitado, mexido, quebrando demaaaaais mesmo.

Pra quem não é dos melhores surfistas como eu, aí o bicho pega. Você entra naquela batalha mental: - vou sair pra surfar e encontrar aquele mar ruim, só cansaço e pouca produtividade? Vou ficar em casa e perder o condicionamento, perder o ritmo de remada?

Não adianta muito querer lutar contra a natureza. Ou você vai pra uma praia mais distante e menos agitada, ou vai encarar aquele "liquidificador" todo dia.

Eu to cansado disso. Pra não perder o condicionamento por completo, voltei a correr. Três vezes por semana estou fazendo 5km, na rua mesmo. Não tô a fim de ficar rodando no calçadão pelo mesmo motivo que não gosto de academia, prefiro movimento.

Me obriguei a treinar fazendo minha inscrição na Maratona Pão de Açúcar. Me inscrevi na maratona com os amigos e tive que treinar pra não pagar mico, rsrsrr, agora que voltei ao velho ritmo peguei gosto novamente.

Como é bom correr, você tem tempo pra pensar, pra pensar em tudo. Chega a ser parecido com o surfe nesse sentido. Quando eu entro no mar esqueço de tudo, só penso na próxima onda. Correndo é parecido, só penso na respiração, na próxima subida, na próxima descida.

Esse meu tênis tá pedindo outro, acho que já tem uns 2 anos. Dizem que tem uma vida útil pra corrida não é? Tipo dois anos mesmo,  e dependendo da frequência, pode ser menos ou mais, mas a média é essa.

De uma forma ou de outra eu já sabia que o surf não é esporte pro ano todo. Esta é a temporada do kite e do wind.

Paciência meus amigos. Agora é correr, skate e bike.

Abraço a todos!


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Adaptando a bolha (parabrisa) da antiga Burgman 125 para a Burgman 125i - Suzuki

E aí pessoal, tudo bom?

Eu cansei de esperar que fosse lançado um parabrisa (bolha) para a Burgman 125i da Suzuki.

Já tinha visto o modelo antigo da Burgman com bolha mas não achei em lugar nenhum uma que fosse feita para o modelo novo, nem na internet. Até achei, mas era caríssimo, quase 500 reais, e ainda assim não tive certeza de que aquele parabrisa ia servir mesmo porque as especificações eram confusas. Além disso, não tinha a marca Suzuki na frente.

Quando levei a minha scooter na loja para a primeira revisão, percebi que no mostruário tinha uma bolha pra Burgman. A vendedora logo me avisou que não tinha pro meu modelo mas, mesmo assim, peguei a bolha e levei na oficina pra colocar só por cima, ver como ficava.

Na mesma hora percebi que uma pequena adaptação resolveria.

Comprei e fiz um passo a passo para vocês seguirem, se tiverem coragem rsrs.

Sigam as figuras e as dicas abaixo que dá certo.

Figura 01 - Essa bolha contém a marca Suzuki e saiu por um preço razoável
Figura 02 - Detalhe do ponto que deverá entrar na bolha preta da carenagem, depois de furada.

Figura 03 - São 4 pontos de apoio da bolha: Nos dois retrovisores e dois pontos na bolha preta que será furada

Figura 04 - Calculando os pontos a serem furados na bolha preta.

Figura 05 - Retire as tampas dos parafusos.
Figura 06 - Quando retirada você verá que se trata de cabeça alen. Perceba que quando você tirar o parafuso ele é longo e tem uma tubo de metal, uma espécie de afastador, embaixo dele, de uns 5 cm. Esse tubinho é importante.

Figura 07 - Solte os dois parafusos prateados laterais
Figura 08 - Solte os dois parafusos pretos, um de cada lado

Figura 09 - Separe os dois lados da carenagem, com cuidado, afastando-as conforme a foto. Você só vai tirar da moto a carenagem amarela, a preta fica lá.
Figura 10 - Solte os três parafusos da bolha preta (por dentro) e pode empurrar as presilhas que ela vai se desencaixar.
Figura 11 - Faça a os furos conforme a foto, usando uma broca pequena, com furadeira

Importante: Depois de furar, pode prender os afastadores na bolha preta (pequena) e prender ela na carenagem amarela. Você monta tudo de volta (carenagem com os dois afastadores na bolha preta, de acordo com a foto, hastes nos retrovisores, conforme figura 13) e só no final de tudo coloca o retrovisor (bolha) e termina de apertar tudo.



Figura 12 - Prenda a porca por dentro sem apertar muito, é preciso deixar uma certa folga para dar certo.

Figura 13 - Faça um corte na borracha exatamente nessa altura para que a haste passe entre a base amarela do retrovisor e o afastador do parafuso (aquele tubinho que falei na figura 06), que vai fixa-la.


Resultado final: Gostei muito!!!


Figuras 14, 15 e 16 - Resultado final

Sugestão: Para evitar arranhões à pintura da moto, eu usei pequeninos pedaços de carpete e coloquei em 4 pontos: entre as duas hastes e os retrovisores, entre as duas pontas do parabrisa (bolha) e a bolha preta pequena. Isso evita ruídos de vibrações e arranhões. Veja as figuras abaixo:


Figuras 17 e 18


Essa bolha que eu peguei deve ser antiga. Tinha uma película, um filme protegendo o acrílico. Acho que era tão antiga que ressecou. Está dando um trabalho danado pra tirar essa película. Tirei a bolha de novo pra deixa-la de molho na água com sabão e ver se amolece.

Espero que tenha ajudado.

Abraço a todos!!!




domingo, 25 de maio de 2014

Fazendo novas conexões neurais II (continuação)

Olá pessoal,

Em outubro de 2013 postei um texto onde falava que estava voltando a usar o skate.

Pois bem, na verdade eu "andei de skate" no período de 1980/1985 aproximadamente, ou seja, dos 12 aos 17 anos. Naquele tempo o pessoal de Fortaleza utilizava bastaste a Beira Mar pra se divertir com skate e patins. Eu usava como meio de transporte hehehe.

Lembro perfeitamente que, aos fins de semana, a Rádio "O Povo" (FM) transmitia ao vivo da Beira Mar, onde havia uma quadra e um bowl (um ao lado do outro).

Nesse tempo, ou você mandava muito bem no bowl ou podia esquecer, você só ia usar a rua ou a quadra mesmo. Não haviam pistas como as de hoje, não tinha YouTube, nem qualquer outra fonte de informação.  Na verdade, em Fortaleza só existiam duas rádios FM, a Verdes Mares e O Povo, como já disse kkkk.

Então, como eu morava longe da Beira Mar e não tinha dinheiro nem condições ir pra lá, meu skate ficou num nível básico. O que eu fazia era apenas dar umas boas pernadas, rodava 180, 360, 720, descia meio fio .... essas bobagens mais básicas. Essa era a realidade desse momento que vivi (e eu era bom no pouco que fazia rsrsr).

Porém, depois disso, sempre que podia ter contato com um skate, pegava e dava umas pernadas, batia um pouco pra lá e pra cá, de maneira que não esqueci o basicão.

Depois de 20 e tantos anos decidi voltar e o contexto é outro. Quem quer mesmo aprender tem o YouTube e um monte de gente boa ensinando, dando dicas, além do que a infra estrutura ajuda demais. Aqui no Ceará, o Governo do Estado lançou um programa para a construção de pistas de skate por todo Estado e, não só Fortaleza, muitos municípios foram beneficiados. Além disso trouxeram etapas e circuitos de campeonato para Fortaleza, o que incentivou bastante a prática do esporte.

Agora que já sou gente grande comprei um skate, equipamentos mínimos de segurança e tô voltando. Mas estou numa fase de empolgação, resolvi escrever e partilhar as experiências.

Descobri excelentes professores no YouTube e estou usando essa midia para estudar, antes de praticar. O Jasiel Calixto, por exemplo, o cara é fera e tem didática. O Rodolfo também é bom, além de ter veia de comediante hehehe. Cada canal com sua característica, mas todos contribuem.

Seguindo as dicas deles e vendo outros videos, sinto que estou dando saltos de qualidade no meu skate.

Acredito que é uma prática esportiva que só trás benefícios, pro corpo e pra mente. Espero evoluir e, quem sabe, aprender umas manobras legais.

Estou me sentindo super bem de saúde e o skate "dá um gás" extra nas pernas, influenciando inclusive o desempenho no surf.

Hoje gravei uns momentos de divertimento e quero partilhar com vocês. Olhem o vídeo abaixo.

Abraço a todos!!!