quarta-feira, 13 de maio de 2015

Minha rotina semanal de atividade física

Olá amigos,


Eu não gosto de "malhar" na academia. Já fiz muito isso, mas depois dos 35, academia perdeu a graça. Detesto ficar em ambiente fechado.

É por isso que eu fico fazendo mil coisas, atividades ao ar livre, como correr, skate, surfar, pedalar, remar, wakeboard, trilhas, etc. (inclusive lembrei agora que tem algum tempo que não ando de skate nem patins).

Há cerca de dois meses estabeleci uma rotina, que não é muito rotina. Na verdade, todo dia eu faço alguma coisa. Assim, durante a semana, quando é possível, surfo no final da tarde, quando não, pedalo à noite, corro, enfim, de forma que pelo menos 3 dias úteis fiquem ocupados.

Tem dias que consigo pegar uma ondinha e pedalar em seguida.

Os dias de final de semana, não têm descanso. É surf ou Stand Up Paddle.


Adquiri uma prancha inflável de 10 pés, Oxer (1o. vídeo), e estou me desenvolvendo na remada também. Essa prancha do segundo vídeo é alugada.

Só lembrando que estou com 47 anos e a pretensão deste blog é registrar minha disposição física enquanto for envelhecendo, praticando atividades físicas e levando uma vida com alimentação saudável.

Não lembro a última vez que ingeri bebida alcoólica. A bebida se afastou da minha idéia de diversão naturalmente. Nem lembro que existe. Se algum dia tiver que tomar uma taça de vinho, eu tomo, mas não sinto atração pela "diversão de beber", e acho que isso tem me ajudado.

Parei de fumar há mais de 15 anos, graças a Deus sem sequelas, nem foi por imposição médica. Parei porque quis. Eu fumei dos 15 aos 35 anos.

Periodicamente entro numa fase de preguiça, mas acho que é normal, tipo cíclico. Nesses períodos , que ocorrem umas 2x ao ano, tenho paciência e não forço muito a barra. Depois de umas duas semanas o gás volta.

Atualmente estou no pique, todo gás! E espero que a preguiça não chegue tão cedo.

Não sei se essa estratégia de atividades pode ser sistematizada, nem se está "certo" fazer isso, mas estou me sentindo bem e as coisas se encaixaram bem pra mim desse jeito, até mesmo por causa do meu tempo, do meu trabalho, família e tal.

Pode ser que outras pessoas tenham mais (ou menos) tempo disponível. Daí vão se divertir mais (ou menos), ou terão que usar academia, em horários fixos. Vai depender muito da disposição e disponibilidade. tem gente que diz que eu exagero, outros acham que eu estou fazendo como faz o "pato" (faz um monte de coisas: nada, voa e corre, mas faz nada disso faz direito) kkkkkk.

Só sei que tenho bastante disposição e isso tudo me faz muito bem.

O período de chuvas aparentemente terminou aqui em Fortaleza. Vai dar pra voltar ã rotina de trabalho de bicicleta.

Inclusive tem uma viagenzinha marcada de bike neste próximo final de semana: 100km. Acho que vou de bike fixa.

A bike fixa é uma nova paixão que estou descobrindo. Agradeço muito a Deus pela minha saúde.

Abraço pessoal, até a próxima!




domingo, 15 de fevereiro de 2015

Monte Roraima - Eu fui !!!

Amigos,





Eu fui ao topo do Monte Roraima e, como prometido, vou relatar um pouco dessa experiência.

Não é uma aventura cara. Na verdade o mais caro foram as passagens aéreas. Gastei um valor significativo com "equipamentos" que eu não possuia, mas que são reaproveitáveis. Em outras palavras, nao foi um investimento que fiz apenas para esssa viagem, será reaproveitado.

O que chamo de equipamentos: lanternas, bota, mochila, cinto tático, cantil, talheres dobráveis, canivete, calças táticas, isolante térmico, saco de dormir, pederneira (que eu nem cheguei a usar), sacos estanques, capa de chuva tipo poncho, roupas de frio, bastões, mosquetões, papete, meias, etc.

Se eu já tivesse isso (e mais umas coisinhas que comprei), nao precisaria nem ter desembolsado tanto.

Como disse a aventura não é cara (tirando as passagens de Fortaleza/Boa vista/Fortaleza). Pra vocês terem uma idéia, um real estava valendo 50 bolivares. Eu estava praticamente rico na Venezuela kkkkk.

Tudo começou com a saída de Fortaleza. Não existe vôo direto para Boa Vista. O avião passa por Brasilia e Manaus, fazendo o caminho inverso na volta.

Backpakers, em Sta. Elena
(carro que nos levou ao Parque)
De Boa Vista é preciso viajar até Pacaraima (na fronteira com a Venezuela), carimbar o passaporte no Brasil e na Venezuela (os postos são próximos), depois viajar até Santa Elena de Uiarén (não tem "H" mesmo).

Chegando em Santa Elena fomos para a empresa previamente contactada (Backpackers) e pernoitamos lá para, no dia seguinte, partirmos para o Parque Nacional Roraima.

Falei no plural "pernoitamos" porque a equipe era formada por 7 brasileiros. Quando chegamos na Backpakers nos juntamos a um casal de suíços, um casal de franceses, um alemão e um venezuelano.

Toda equipe, brasileiros e europeus.
Havia cerca de 8 ou 10 índios que foram nossos guias, cozinheiros e "portadores" (ajudavam no transporte do nosso peso individual, barracas e mantimentos).

Cada um de nós pagou 650 reais pelo serviço da Backpackers, incluidas aí três refeições diárias nos 5 dias (quase 6) de caminhada e barracas.

Os portadores custaram 300 reais. É o seguinte, um índio leva até 15kg pra você. Sendo assim, eu e um amigo entregamos aproximadamente 7kg cada um para um único carregador, pagando 150 reais cada um. É o suficiente, dá tranquilamente pra "rachar" um portador com alguém.

A partir do momento que somos levados ao Parque Nacional Roraima, depois da última refeição numa mesa (kkkkkk), começa uma caminhada constante.

No primeiro dia a caminhada leva toda a tarde, até o acampamento do Rio Tek. Quando chegamos lá nossos portadores já haviam chegado, estavam preparando uma refeição leve e armando as barracas (que abrigam 2 pessoas cada).

Tomamos banho no rio com água bastante fria (alguns de nós, incluindo eu) e partimos no outro dia bem cedo, após um café da manhã. A caminhada do primeiro dia é de cerca de 11km.

Não sei se é uma coisa da Backpackers (havia empresas que cobravam mais caro pelo mesmo passeio) ou se todas elas são do mesmo jeito, mas se você tiver muita besteira com comida, vai sofrer, porque a qualidade não é das melhores.

Fazendo uma média dos dias, comemos:
- nissin com atum;
- papa de aveia com cereais;
- verduras com atum;
- nissim com carne enlatada;
- chá e café super diluídos, quase transparentes;
- um bolinho frito, feito pelos índios com alguma massa que nunca consegui descobrir;
- Ki-suco;
- sopa;
...... e por aí vai, sem variar muito.

Não é possível exigir uma cozinha refinada nessas condições, mas acredito que dava pra fazer algo melhor.

Acampamento base
Da esquerda: Igor, Suellem,
Luiz, Aluizio e eu
A caminhada no dia seguinte é pela manhã até chegar no acampamento base. Tem esse nome porque fica na base do Monte Roraima. São cerca de 10km.

Lá o banho acontece num rio também, muuuuuuuito mais gelado do que o primeiro. Tão gelado que quado você entra na água, em menos de um minuto suas pernas começam a ficar dormentes e você não sente mais nada kkkkk.

Descansamos o resto do dia (que passou rápido). Após dois dias de caminhada eu estava com uma bolha gigante na sola do pé direito. Eu estava usando uma bota Timberland, cuja palmilha é superfina, o que causou abrasão da pele, apesar da meia. 

Me arrependi amargamente de não ter comprado uma palmilha de gel. Aquela bolha e duas unhas machucadas me perseguiram durante toda a viagem, diminuindo meu rendimento e me obrigando a fazer curativos diários.

Acordamos cedo no terceiro dia para a subida. São 9km andando pela lateral do paredão até chegar no topo. 

Subida do paredão
Enquanto que nos 2 primeiros dias a vegetação é de savana, nesse terceiro é uma selva de altitude, com muitas pedras e uma subida super íngreme e estreita, cheia de pedras soltas, chamada de Paso de las Lagrimas.

Lateral da montanha

Eu diria que o nível de condicionamento físico exigido é médio. Alguém completamente sedentário deve pensar duas vezes antes de ingressar na jornada, mesmo que passe todo seu peso extra (mochila) para um índio.

Chegamos ao topo por volta das 13:00h. Como o ritmo de marcha de cada um é diferente, a equipe foi chegando aos poucos, mas estávamos todos juntos às 14h.

Água para beber não é um problema, salvo no primeiro dia de caminhada porque não temos rios até chegar ao Tek. Depois é tranquilo. Aconselho levar Clor-in, uma pastilha que trata a água do cantil e deixa potável depois de meia hora (pelo menos é o que dizem na embalagem rsrsrs).

Tem muita água disponível depois do primeiro dia de caminhada, durante a subida, descida e no topo.

Vista do topo, a partir do Maverick
(ponto mais alto do Monte)
Pernoitamos, passamos mais um dia no topo e descemos na manhã do dia seguinte, numa caminhada dobrada.

Saímos do topo e caminhamos direto ao Rio Tek, parando no acampamento base apenas para uma breve refeição, fazendo os dois dias de caminhada inicial, num único dia. 

Enquanto estou lembrando, aconselho que, ao invés de papete, comprem Croc's. Durante todo o percurso existem muitos trechos com água e os pés cansam de usar bota. Minha bota era impermeável, mas minha papete era de couro. Isso me atrapalhava muito porque eu sabia que se molhasse o couro da papete ela ia se desmanchar toda.

Outro angulo do Maverick
Eu indico Croc's porque foi o calçados que TODOS os índios da equipe usaram, do começo ao fim. Croc's e meias. O índio guia, os carregadores, todos eles usavam Croc's e meias grossas, tipo de futebol e andavam super rápidos. Fiquei com tanta inveja desses croc's que quando voltei para Fortaleza comprei um pra mim. Se soubesse que eram tão bons não tinha gastado 500 reais numa bota. Tinha ido de Croc's, do começo ao fim,  kkkkkk.

Eu ficava impressionado com a força e agilidade daqueles nativos, carregando tanto peso. Na verdade eles levam muito mais que os 15kg que lhes passamos; carregam em torno de 40kg e ganham muito pouco por isso. É legal juntar uma grana com seus amigos para recompensá-los ao final (inclusive é um costume).

O uso de banheiro, durante toda viagem, é bem interessante. É um tipo de barraca mais alta e estreita, com uma espécie de banco (estrutura de metal) e uma tampa de sanitário. Você faz o "serviço" dentro de um saco de plástico que você coloca sob a assento, joga uma mão de cal dentro, amarra e deixa do lado de fora dessa barraquinha.

Aconselho o uso de lenços umedecidos infantis. É uma maravilha, ocupa pouco espaço, não rasga e deixa tudo cheiroso kkkkkkkkkkkkk.

Apesar de ser proibido deixar lixo e fezes no percurso, não é essa realidade que vemos nos arredores dos acampamentos. Infelizmente os visitantes e próprios nativos desrespeitam essa regra.

Depois desse parêntesis enorme, cotinuo a narrativa......... Voltando do topo, dormimos uma noite novamente no Rio Tek, voltamos ao ponto de partida no dia seguinte e aguardamos a chegada nos carros para nos levar de volta a Santa Elena de Uiaren.

Na viagem de volta a empresa Backpackers nos levou para um almoço muito bom na estrada, numa espécie de centro de cultura indígena onde finalmente comemos numa mesa, sentados, uma comida boa.

Agora vou lançar uma série de observações que acredito serem importantes:
- Tomar vitamina B12 durante a viagem parece que reralmente funciona no nosso suor. Não fui picado pelo "temido" micro mosquito Puri Puri e não precisei usar repelente;
- Usar palmilhar de gel é extremamente necessário;
- Usar bastões de trekking é indispensável, especialmente nas subidas e descidas. Economiza muito joelho e previne quedas e escorregões;
- É bom levar remédio para alergia, antiséptico, relaxante muscular, remédio para dor de garganta (por causa do frio), antitérmico, bandaid, esparadrapo;
- As roupas de frio, pelo menos no período que eu fui (janeiro), só usei praticamente no topo e na hora de dormir. Durante as caminhadas, de dia, mesmo com temperatura mais baixa, não é preciso usar roupas de frio;
- Leve algo pra enganar a fome nos intervalos entre as refeições, tipo rapadura ou batida, barrinhas de cereal, chocolates, ou seja, algo com calorias pra te ajudar a suprir o grande desgaste das marchas. Não precisa ser nada light, afinal você está em constante esforço.
- Seja generoso a todo momento;
- Aproveite que você está sem celular nem internet e simplesmente converse, inclusive com os índios, faça amizades com estranhos e estrangeiros;
- Faça registro de tudo, filme e fotografe muuuito. Isso vai te ajudar a lembrar de tudo depois, porque são muitos detalhes;
- Ore;
- Respeite os horários de descanso para acordar bem disposto porque você precisa do seu corpo com todo "gás";
- Conserve os pés secos. A marcha com peso na mochila, por horas e horas, vai te mostrar como estar bem calçado é importante;
- Não use meias de algodão porque elas retém a umidade e isso causa bolhas;
- Quanto menos peso melhor. Acho que super-dimensionei a quantidade de roupas de frio. Podia ter levado menos. Cada grama faz diferença.
- Leve uma bateria portátil, dessas de 6.000 mA para recarregar sua máquina fotográfica e/ou filmadora;
- Dê preferência a usar câmeras à prova d'água. Existe muita água no caminho, mesmo no período que não é chuvoso. Chuvas inesperadas são frequentes.
- Não se exponha ao perigo excessivo. Você não precisa chegar na beirada do precipício para fazer fazer "aquela" foto que todo mundo vai curtir no face. Seus amigos vão curtir todas as outras fotos;
- Siga o ritmo do seu corpo nas caminhadas. Cada um tem um ritmo. Se você forçar demais para acompanhar alguém que tem melhor preparo, pode "se quebrar" logo no começo e vai levar muito mais tempo e sofrimento para completar a viagem (afinal, tem a ida e a volta);
- Todo esforço vale a pena. As paisagens, a geologia, o clima, a vegetação, a desintoxicação tecnológica, a atividade física, os perrengues, os momentos de conversa, a união, a sensação de alcançar e ultrapassar seus limites, o auto conhecimento, a natureza, tudo tudo vale à pena;

Eu fiz muitos registros em video e foto, muitos mesmo. Quem quiser ver mais, pede pra me adicionar no Facebook e abre meu álbum "Conquista de Roraima".

Isso aí, abraço a todos!!!


domingo, 28 de dezembro de 2014

Expedição ao Monte Roraima - Trekking

Olá amigos,

Já fizeram trekking ou hiking?

Tenho andado afastado das publicações porque me envolvi numa aventura completamente inesperada e que eu jamais poderia deixar de participar: - Subir o Monte Roraima!

Peraí.... como assim rsrrs. Antes de mais nada vamos colocar uns pingos nos í's.

O que é o Monte Roraima? Vamos recorrer à Wikipedia. 

"O monte Roraima é uma montanha localizada na América do Sul, na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana. Constitui um tepui, um tipo de monte em formato de mesa bastante característico do planalto das Guianas. Delimitado por falésias de cerca de 1.000 metros de altura, seu platô apresenta um ambiente totalmente diferente da floresta tropical e da savana que se estende a seus pés. Assim, o alto índice pluviométrico promoveu a formação de pseudocarstes e de numerosas cavernas, além do processo de lixiviação do solo. A flora adaptou-se a essas condições climáticas e geológicas com um elevado grau de endemismo, onde encontram-se diversas espécies de plantas carnívoras – que retiram dos insetos capturados os nutrientes que faltam no solo. A fauna também é marcada por um acentuado endemismo, especialmente entre répteis e anfíbios. Esse ambiente é protegido no território venezuelano pelo Parque Nacional Canaima e no território brasileiro pelo Parque Nacional do Monte Roraima. Seu ponto culminante eleva-se no extremo sul, no estado venezuelano de Bolívar, a 2810 metros de altitude. O segundo ponto mais alto, com 2772 metros, localiza-se ao norte do platô, em território guianense, próximo ao marco de fronteira entre os três países.
Descoberto apenas no século XIX, o monte Roraima foi escalado pela primeira vez em 1884, por uma expedição britânica chefiada por Everard Ferdinand im Thurn. Entretanto, apesar das diversas expedições posteriores, sua fauna, flora e geologia permanecem largamente desconhecidas. A história de uma dessas incursões inspirou sir Arthur Conan Doyle a escrever o livro O Mundo Perdido, em 1912. Com o desenvolvimento do turismo na região, especialmente a partir da década de 1980, o monte Roraima tornou-se um dos destinos mais populares para os praticantes de trekking, devido ao ambiente singular e às condições relativamente fáceis de acesso e escalada. O trajeto mais utilizado é feito pelo lado sul da montanha, através de uma passagem natural à beira de um despenhadeiro. A escalada por outros pontos, no entanto, exige bastante técnica, mas permite a abertura de novos acessos." (Fonte: wikipedia, link: http://pt.wikipedia.org/wiki/Monte_Roraima)


O que "trekking" e o que é "hiking"? Ambos se referem a caminhadas. A diferença é que no trekking a caminhada deve ser superior a 20 horas. Tem muita gente que faz hiking e diz que fez trekking porque não sabe a diferença. Mas essas discussões conceituais são bobagens.

Pronto, colocado o objeto da aventura, vou dizer o que houve.


Agora em outubro recebi a ligação de um amigo (militar, Capitão do Corpo de Bombeiros) dizendo que tinha um convite que ele achava minha cara: Subir o Monte Roraima em janeiro/2015. Me perguntou se eu queria entrar na equipe.

Confesso que não tinha a mínima idéia de como encarar o desafio, conhecia apenas a localização geográfica, mas pouquíssima informação.

Fiquei super animado com a idéia. Um grupo de 7 pessoas, dos quais conheço apenas um (esse amigo que me ligou). A viagem ocorrerá em janeiro.

Treinando trilhas, na subida da
Serra de Maranguape-CE, em direção
à Pedra Rajada.
Meu aniversário é no dia 20 de janeiro (47 anos). A conquista do Monte Roraima é uma boa forma de começar o ano e celebrar mais um ano de vida.

Por enquanto eu estou nos preparativos: Pesquisas, aquisição de equipamentos específicos, intensificação dos treinamentos físicos, etc.

Estamos super estimulados, trocando informações pelo Whatsapp. Faltam apenas 10 dias para minha viagem, a partir de hoje. 

Nos encontraremos no dia 08/janeiro em Boa Vista. Dia 09 já estamos na estrada em direção à Venezuela. Vamos atacar a montanha por aquele lado porque o lado brasileiro é um imenso paredão, acessível apenas através de escalada com cordas (o que não é nosso foco).

Prometo que vou postar todos os registros. Quero ver meus companheiros quarentões, quase cinquentões como eu, estimulados a realizar sonhos e manterem-se com saúde e fisicamente ativos, por muito tempo.

Vou dar o exemplo e deixar todas as dicas do que fazer ( e do que não fazer) para que a aventura seja uma boa lembrança. Quem sabe eu abraço essa idéia e participo de outras aventuras parecidas.

Abraço a todos! Nos encontramos na segunda quinzena de janeiro, quando eu postar aqui tudo que realizei.


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Fortaleza - Canindé - A viagem no trike

Olá amigos!


A saída de casa
Fiz a viagem que havia falado na postagem anterior. Porém, antes de comentar, preciso fazer uma retificação. Na verdade a viagem foi de (quase infinitos) 140km.

Éramos 6 trikers (triciclistas), em meio a uma estimativa de 90 a 100 ciclistas, saindo de Fortaleza próximo às 20h.

A organização do evento, que é anual, atuou de forma perfeita na minha opinião. 

Logo na saída havia frutas, água, barras de cereais e gatorade para todos os participantes. 

Na primeira parada, em Maranguape (município vizinho a Fortaleza), fizemos um lanche leve, através de um dos patrocinadores (um supermercado), composto de sanduíche, suco, frutas, repositores, etc.

Quando saímos de Maranguape começaram as intermináveis subidas. Caramba, nunca na minha vida vi tantas subidas numa estrada. 

Eram tantas subidas que eu pensei que Canindé ficava no céu, na mesma altitude do Pico Everest.

No percurso todo havia sempre um caminhão de apoio, uns 03 ônibus, ambulância, escolta da polícia.

Vou tentar apenas resumir em uma lista as impressões mais marcantes:
- Faça uma revisão geral na sua bike ou trike.
- Leia sobre o percurso com antecedência e tente conhecer as condições atuais do trajeto.
- Tente pensar em tudo que você vai precisar durante a viagem, com cuidado pra não exagerar no peso.
- Numa viagem tão longa você sente bastante a diferença de peso de uma bicicleta e um trike; nas descidas ele corre muuuuuito mais rápido que as bicicletas, mas nas subidas o sofrimento é muuuuuito maior;
- O peso médio de uma bike vai de 7 a 14kg. O trike pesa cerca de 24kg.
- Se por um lado a bicicleta é mais leve e o gasto de energia é menor, por outro a aerodinâmica do trike, a posição de pilotagem e o banco trazem um desgaste bem menor; ao final da prova havia ciclistas que sequer conseguiam sentar, com dores nas costas e na bunda.
- Se a sua intenção é fazer um tempo de prova menor, vá de bike, mas se curtir o passeio é mais importante pra você, vá de trike.
- A viagem foi noturna, teve gente quebrando a bicicleta e caindo no escuro; de trike você não cai.
- Pra não sofrer tanto com o desgaste físico de um trajeto longo assim, treine muito e com bastante antecedência; se você não costuma pedalar, fique certo que vai jogar a bike no caminhão e subir no ônibus; pode ter certeza que isso não é como pedalar naqueles passeios noturnos.
- Mesmo que você vá com seus amigos, depois de percorridos 50% do percurso, siga no "seu" ritmo; não adianta forçar a barra pra acompanhar o primeiro pelotão; se você ultrapassar seu ritmo por muito tempo, você vai quebrar e não chega no final.
- Vale a pena uma experiência dessas na sua vida, mesmo que seja somente uma vez; você pode descobrir que seus limites estão muito além do que você imaginava, muito além mesmo.
- Seja tolerante com você mesmo e com seu corpo, se não der, não deu. Muita gente desiste e isso não significa nada, haverá outras oportunidades. Mais da metade dos participantes desiste. Mas se a questão for apenas cansaço, vá devagar e você vai chegar. Completar o percurso traz muita satisfação, mesmo que seja em último lugar.
- A estrutura e suporte oferecidos pela organização do evento é muito importante, colete informações acerca da realização de outros eventos da mesma natureza.
- Hidratação é importantíssimo!!!
- Não coma demais antes, nem durante a prova. Isso pode ser um problema.
- Registre tudo que for possível (fotos). Essas recordações são preciosas.
- Se alimente bem (com qualidade) após a prova.
- Descanse bastante.
- Não tome relaxantes musculares nem qualquer outro remédio sem consultar um médico depois de uma prova de tamanho esforço. Você pode acabar com os rins!!!
- Use capacete, luzes (mais de uma) com pilhas novas, luvas, tênis adequado, ou seja, equipamento completo de segurança.

É isso!

Completei o percurso em cerca de 8,5 horas. Cheguei exausto. Após 80km pedalando pensei diversas vezes em desistir. Acabei me distanciando do grupo, num ritmo mais lento, mas cheguei até o final pedalando.

Havia um bom café da manhã nos aguardando, numa casa com local para banho.

A viagem de volta foi excelente. Ônibus leito para os ciclistas e caminhão baú para as bikes e trikes. Tudo com segurança.

Abraço a todos!!!

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Fortaleza - Canindé - 124km em um trike

Olá amigos!



Estou me preparando para viajar de Fortaleza a Canindé, usando meu trike (ou triciclo, ou recumbent trike).

São 124km a serem percorridos no próximo dia 18/out/2014, saindo às 19h, com previsão de chegada  no amanhecer do dia 19/out.

Estou ansioso porque nunca fiz um percurso tão extenso.

Porém, pelo que pude coletar de informações, no grupo haverá pessoas de várias faixas etárias e compleição física. Não são atletas profissionais. Isso me tranquiliza um pouco.

Quando viajar vou fazer todo o registro e postar aqui, para ajudar quem tem vontade de fazer algo
parecido. Afinal eu  procurei e não encontrei nada sobre o assunto Fortaleza-Canindé.

Quem tiver dicas, por favor, poste neste blog!

Por enquanto vou deixar aqui um vídeo que fiz no último domingo, 12/out/2014, passeando com amigos de trike (recumbent trike ou triciclo).

Abraço a todos!




domingo, 28 de setembro de 2014

Bike elétrica é uma boa?

Olá pessoal!

Eu adoro novidades e não me aguento enquanto não experimentar uma coisa nova. Mas antes da novidade vou fazer um histórico.

A cidade onde moro, Fortaleza é quente, bastante quente. Apesar disso, como é litorânea, é ventilada. Isso ajuda a quem pedala. Tem sol, mas é muito ventilado.

No entanto, para quem trabalha, atravessar longas distâncias pedalando no horário de expediente, fica complicado. Você acaba suando. Especialmente quando precisa usar paletó, blazer ou uma roupa mais social. 

Vou trabalhar de bike mas, eventualmente, preciso sair para reuniões em locais distantes e, nesses dias, acabo indo de moto ou de carro, a contragosto claro.

Isso me fez começar a pensar numa outra possibilidade e o título deste post diz tudo: - Será que uma bike elétrica seria uma boa?

Comecei a pesquisar. Descobri que os primeiros modelos vinham com bateria de chumbo, pesadíssimas. As bicicletas chegavam a mais de 40kg, o que tornava inviável pedalar no caso da bateria acabar. Pra piorar tinham a autonomia: 30 ou 35km com uma carga. Pessoalmente acho pouco. Essas bikes ainda estão no mercado.

Continuei minha pesquisa afastando logo de cara as elétricas com bateria de chumbo.

Voltei o foco para aquelas com bateria de Polímero de Lítio

Olhei vários modelos de bikes elétricas nacionais, além dos kits para conversão de bikes comuns em elétricas.

Tudo isso me deixava bastante chateado porque eu percebia que muita gente pensava na bike elétrica como um meio de parar de pedalar. É o que acontece com as chamadas "e-bikes". E não é isso que eu quero! Se for pra sair acelerando, vou de moto mesmo, ora.

O grande lance da bike pra mim é pedalar. Com esse foco, ficou mais fácil delinear o que eu procurava.

Nessa busca, quase por acaso, descobri um modelo, mais ou menos recente da Dafra: - A Dafra DBX VT.

A bateria é de Polímero de Litio e a bike toda pesa 25kg. Vem com alguns acessórios interessantes (daqueles a gente acaba comprando por fora: luz dianteira, traseira, retrovisores, buzina, etc).

A autonomia é incrivelmente maior que as demais: 70km!!! Bastante hein, o dobro das bikes com motor no cubo.

O motor dela fica ligado ao pedivela. 

Tem um pequeno disco preto, com um sensor, que identifica quando você começa a pedalar e aplica a assistência ao pedal, de acordo com o que você selecionar (níveis de assistência de 0 a 5)

São as PEDELEC's que utilizam o PAS (Pedal Assisted System), que só funciona se o ciclista pedalar. De acordo com o site Bikemagazine, Uma enquete realizada pelo site britânico www.pedelecs.co.uk apontou que 36% dos usuários das bikes elétricas utilizam o motor elétrico o trajeto todo, 25% utilizam o sistema elétrico apenas o bastante para descansar e superar as subidas e 21% usa a força do motor apenas para embalar a bicicleta.

Modelo PAS da japonesa Yamaha
Acredito que essa autonomia tão alta vem da obrigatoriedade de acionar o pedal e ajudar o motor, com a força das pernas.

Comprei uma DAFRA VT. Fiz uma primeira carga e andei 30,40km. Alternei os níveis de assistência entre 3, 4 e 5, sempre pedalando e por muitas vezes percebendo que o motor desligava automaticamente, seja porque eu passava da velocidade máxima de assistência (25km/h) seja porque o nível de assistência estava baixo (3 ou 4 por exemplo, que vai até 15km/h) e eu pedalava mais forte, andando em 18 ou 20km/h.

O indicador de nível da bateria tem 4 divisões. Ao final do passeio esse indicador mostrava consumo de apenas 1/4 de carga. Sendo assim, em tese, se cada quarto de bateria me permitir rodar 30km,  posso chegar a 120km. Claro que isso vai depender do esforço que faço no pedal e do nível de assistência programada.

A experiência promete! Vamos ver se posso deixar o carro e a moto por mais tempo na garagem, indo de bike elétrica pro trabalho e saindo para as reuniões, na esperança de não suar ou, pelo menos, não suar muito kkkkk.

Começarei os testes esta semana e vou postando os resultados e impressões.

Abraço a todos!!!

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Pressão alta e atividades físicas

Olá amigos!


Depois de relutar por um ano, ciente de que minha pressão arterial média era de 130/90, às vezes 140/100, acabei cedendo e fui me consultar.

Também, diga-se de passagem, eu já estava de saco cheio de ficar monitorando todo dia, rsrsr.

Na cardiologista relatei toda minha história de vida, meus antecedentes familiares, blá, blá, blá. Antes de qualquer opinião, ela me passou uma série de exames: hemograma completo, mapa (24 horas com uma máquina medindo minha pressão e fazendo um relatório), ecocardiograma, enfim, tudo que ela pediu eu fiz.

Meu pai tinha pressão bastante alta e, do lado da família da minha mãe, o histórico é limítrofe.

Como eu já mantenho uma boa dieta, com verduras e frutas, sem exagero de sal, atividade física, não havia mais fatores para afastar.

Levei os exames e o resultado foi: - Eu precisava começar a tomar os "remedinhos" todo dia, kkkkk. Eu sabia que essa hora ia chegar.

Ela me passou um bem leve (Benicar 20mg) e pediu que eu voltasse após 30 dias para avaliar. Pouco após o trigésimo dia voltei e minha pressão estava dentro do padrão esperado, ou seja, 120 por 80 (a coisa mais linda do mundo).

Bom, a lição que tirei disso tudo é que, não adianta apenas manter atividade física e alimentação adequada.  A gente tem que fazer os exames de rotina e aceitar o que vem com a idade.

Claro que esse comportamento comedido e uma rotina saudável retardam e ajudam a controlar a doença (pressão arterial elevada é um tipo de doença crônica), fazendo parte, inclusive, do tratamento.

Meu irmão mais velho, por exemplo, que não faz atividade física com frequência, começou a tomar remédio para controlar pressão aos 40 anos, enquanto que eu comecei aos 46.

Mas mas não foi o suficiente. É uma doença e precisa de tratamento com remédios, quando for o caso. E o no meu caso sim.

O comprimido já está na rotina. Acordei, tomei rsrsrs.


Abraço meus amigos,

Se cuidem!!!