segunda-feira, 28 de abril de 2014

Minha experiência com surf (contin. III) - Pequenas evoluções

Olá amigos,


Voltei para a escola de surf pra ver se aprendo o básico das manobras.

Depois de um período inicial quando fiz aulas pra aprender o basicão, no raso, usando a espuma e pranchas emborrachadas e de uma fase seguinte sozinho, entrando no mar com pranchas de fibra, voltei para a escola para pegar umas dicas com os professores.

Senti que era a hora de pedir novas aulas (tipo "nível intermediário") por uns três motivos principais: a) Aprendi a remada e o tempo de entrar na onda, escolhendo direitinho aquelas que valem mais ou menos à pena; b) O movimento de ficar em pé ficou automático (isso é importante) e eu não penso mais nele quando vem a onda; c) Dropar a onda não é mais o suficiente, rsrsrs, não basta apenas andar em linha reta, quero mais, rsrsr.

A "atividade de surfar" continua sendo algo que merece uma observação à parte. Continuo afirmando que surfar é uma atividade complexa que faz muuuuuuito bem ao corpo e à mente.

Adquiri uma câmera à prova d'água muito legal. Além de deixar gravado o que eu faço, me permite avaliar os possíveis erros cometidos.

Nesse um ano e meio de surf, a partir do zero, já passei de uma prancha 7'5 (funboard)  para uma 6'7 (evolution), depois uma menor 6'3 e agora estou com uma 5'10 (fish).

A diferença entre elas é imensa (flutuação, remada, furar ondas, entrar nas ondas, transportar, etc), mas foi uma aprendizado importantíssimo passar por cada uma.

Vejam aí um vídeo que fiz ontem ... as informações de local, data, etc., estão no YouTube.

Link: Surfando na Praia do Futuro, num dia de poucas ondas, em Fortaleza - Ceará.

Abraço a todos!!!!

terça-feira, 15 de abril de 2014

Preguiça ou cansaço?

Olá amigos,

Bicho preguiça
Um pouco antes da minha última postagem, há cerca de 20 dias, eu estava tomado de uma inércia terrível.

No meu caso essa inércia era uma falta de disposição para praticar qualquer atividade física. Infelizmente não era a inércia de se manter em movimento, era de permanecer em repouso, kkkkk.

Como isso não é muito comum em mim, essa indisposição para atividade física, encarei a situação como um sinal: - Meu corpo pedindo pra desacelerar um pouco. E assim fiz. Dei esse tempo pro meu corpo.

Foram mais ou menos uns 40 dias de atividades físicas breves e irregulares. Eu só fazia alguma coisa quando estava bem mesmo (tipo correr, surfar, etc.), só pra não ficar 100% parado.

Mantendo a alimentação que eu já consumia, não houve alteração no peso, mas quando comecei a permitir uns docinhos a mais, os dígitos da balança começaram a se multiplicar e, de pouco em pouco, fui acrescendo uns gramas ao peso.

Graças a Deus, coincidente ao acendimento da "luz vermelha", do alerta da balança, a disposição está retornando. Estou voltando a surfar com mais frequência e regularidade.

Os números da balança estão regredindo de novo. Surf realmente é uma atividade física fora de série.

Se fosse em outros tempos eu tinha me obrigado, forçado a prática de alguma coisa, mas tem tanta gente morrendo por conta de exageros que é melhor não arriscar.

Hoje, com 46 anos, preferi encarar essa falta de disposição como um alerta: parei e estou voltando naturalmente. Não sei se isso é cíclico, se vai e volta, nem sei se mais alguém entra nesses períodos de indisposição, mas acho mais prudente respeitar esses sinais.

Respeite seu corpo. A indisposição acaba indo embora.

Ah, lembrei, está chegando o mês de maio e preciso marcar uma nova consulta para avaliação física e exames médicos (checkup geral)!!!

Abraço a todos.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Segunda impressão da Scooter Burgman 125i

Olá amigos, tudo bem?


Painel da Burgman 125i

Eu só tenho 10 minutos pra escrever agora .... então este registro vai ser breve, rsrsr.

A Burgman 125i é ótima. Até agora quase 400km rodados sem problemas, só abastecendo.

A média de consumo se manteve em torno dos 37/38km/l. Quando levei garupa a média baixou para 32km/l.

Ratifico o conforto e praticidade da utilização da scooter, como já havia dito na postagem anterior.

Quando ando com garupa, sempre que preciso colocar os pés no chão (parando num sinal, por exemplo), os pés do garupeiro ficam batendo na batata da minha perna.  Acho que o apoio de pé do garupa não fica num local muito adequado. Porém, como ando sozinho em 95% do tempo, não tem problema.

A questão dos pneus pequenos incomoda um pouco no começo mas você começa a ficar  automaticamente seletivo, ou seja, vai escolhendo e evitando as partes acidentadas do caminho.

O escudo dianteiro e a proteção para os pés é fundamental para te manter com as pernas e tênis secos em pista molhada. Não me preocupo mais como antes, quando andava de moto. Poça d'agua não assusta mais rsrsr.

A única coisa que me chateia mesmo são os freios, são muito ruins, borrachudos. Só quem usa essa scooter sabe o que significa ter um freio borrachudo. Eu mesmo não entendia direito esse conceito antes de experimentar.

Você aperta com força e a resposta de frenagem é fraca. Precisa prestar atenção lá na frente o tempo todo, pra se antecipar. A Suzuki Brasil poderia rever esse aspecto. Acho bem difícil porque o projeto é de fora, mas é algo a se pensar para os próximos modelos. Algo que realmente funcione como freio. 

Motor com câmbio automático é ooooutra coisa. Estou muito satisfeito. O torque dela é excelente e a saída no sinal não deixa a desejar diante das motos 125 que ficam paradas ao lado. Você arranca e vai embora mesmo.

No terceiro dia de uso percebi que o guidão dela estava meio desalinhado em relação ao pneu dianteiro. Como se eu andasse reto e o guidão estivesse um pouco virado pra esquerda. Era pouca coisa, mas eu sou detalhista. Fui na loja e imediatamente me atenderam. Em meia hora eu sai de lá com o guidão bem alinhadinho.

Honda PCX 150
Ah .... lembrei. A impossibilidade de colocar um capacete "fechado" sob o banco também atrapalha/atrasa muito. Tenho que prender o capacete com um cabo no bagageiro. Considerando que as concorrentes não têm esse problema (antigo) fico com a impressão que a J. Toledo não está nem aí pra concorrência. Com esse preço salgado da Burgman (paguei R$7.300 em fev/14), a PCX da Honda é um produto muito atrativo! Maior cilindrada, maior espaço sob o banco, design moderno, muito linda. Cuidado Suzuki. Está perdendo espaço.

O gancho para pendurar sacolas (localizado no painel frontal, entre as pernas) tem ajudado bastante. Sempre uso para carregar algumas compras.

Estou quase certo que minha próxima aquisição, dentro de 2 ou 3 anos será uma Burgman 400.  Scooter é show.


Abraço a todos!

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Limpeza do capacete.

E aê pessoal, tudo bom?


Este fim de semana criei coragem pra fazer um servicinho meio chato.

Capacete CB300R
Gosto muito de tarefas manuais, mecânica, elétrica, hidráulica, engraxar sapato, limpar e consertar computador, fazer a barra da calça, lavar o carro, a moto, soldar cabos, consertar ventilador, reparar uma fechadura, ou seja coisas de casa que todo mundo pode (e deveria) fazer, mas tem coisas que às vezes você fica adiando porque realmente é chato rsrsr.

Limpar capacete é uma das tarefas que eu considero chatas. Eu acredito que é porque o resultado não é imediato, tem que esperar secar. Mas não é difícil.

Quem usa capacete sabe que, com o tempo, o forro do começa a perder aquele cheiro agradável e começa a ficar com cheiro de cabeça kkkkk, isso aí, cheiro de cabeça. Tô falando de CAPACETE MOTOCICLISMO hein!

Pode ser a pessoa mais cuidadosa do mundo, mas é normal. O sol aquece o capacete, a cabeça libera suor e o forro, naturalmente absorve aquela umidade. Assim a poeira vai aderindo, não tem jeito, fica sujo mesmo. Quem tem caspa, não cuida da higiene do cabelo, aí nem se fala. Não é o meu caso, até mesmo porque eu quase já não tenho mais cabelo; tenho o maior cuidado com os valentes que permanecem no couro cabeludo kkkkk.

Dizem que o período de "validade" de um capacete é de 3 anos. Não encontrei qualquer legislação regulamentando isso, mas essa validade é por conta do afundamento das esponjas que ajustam a distância entre a cabeça e o isopor do capacete.

Como as esponjas vão perdendo a flexibilidade, afundando, vai ficando uma folga no capacete e, como esse equipamento tem que ser usado bem justinho, já sabe né?

Pode ser até que esse prazo seja maior, quem sabe 5 anos. Isso vai depender do uso diário, se não levar pancadas nesse período (quedas e choques), se o enchimento estiver firme, etc.

Já pensou se, na hora que você precisar do capecete, ele rodar na cabeça?

Mas voltando ao assunto da limpeza, o forro do meu capacete ainda está firme, apesar dele ter mais de 3 anos.

Capacete CB300R
Tenho 3 capacetes, mas resolvi dar um trato nesse aqui da foto, um capacete da Honda que eu comprei quando adquiri uma Twister 250. Excelente capacete, quando você calça, sente logo o ajuste confortável. O acabamento, viseira resistente, pintura, fivelas, tudo muito bom (claro que existem melhores, mas esse é um intermediário muito bom mesmo).

Nesse intervalo de tempo, superior a 3 anos, lavei o forro dele 2 vezes, com essa agora são 3 lavagens.

Mas uma coisa me incomodava: o cheiro. Ele nunca ficava "cheiroso". Mas eu tô falando cheiroso meeeeesmo, com aquele cheiro de dar gosto. Eu conseguia tirar o sujo e deixar ele sem qualquer odor, mas não ficava cheiroso pra valer. Porém, dessa vez, usei um ingrediente especial hehehe

Meus capacetes sempre são daqueles que permitem tirar o forro e lavar (laváveis). Ah, inclusive dá pra fazer a mesma coisa com capacetes de bike hein! Tem alguns que você pode destacar o forro e lavar, ou substituir, comprar uma espécie de "refil".

Eu poderia fazer a mesma coisa com o meu capacete, trocar o forro, mas ele não é desses fáceis de achar peças, viseira, forro, dispositivos de trava, etc. Então melhor lavar mesmo.

Coloquei água com sabão em pó num balde, tirei o forro e deixei de molho uns minutos. Nesse intervalo de tempo a sujeira amolece.

No caso do meu capacete o forro se divide em três partes, uma superior e duas laterais. Depois do molho, você pega nas partes do forro e percebe a poeira e uma agua escura se soltando.

Eu esfreguei um pouco, troquei a água e fiz o enxágue com água limpa, até a água escura parar de escorrer. Tem gente que usa amaciaste no enxágue.

Depois que ficou seco, tudo pronto pra montar, percebi que ele estava apenas com o cheiro do sabão em pó, cheiro de limpo, nada demais.

Foi aí que me veio na memória um spray que eu tinha comprado na Centauro (EU NÃO SOU GAROTO PROPAGANDA DE NINGUËM VIU rsrssr). É o "Limpa Tênis Oxer".

Originalmente eu tinha comprado esse spray para limpar meus tênis, tipo uma limpeza a seco. Você aciona o spray e, quando ele entra em contato com o nylon, imediatamente faz uma espuma, tipo espuma de barbear, sabe?

Fiz o teste, apliquei a espuma e segui as mesmas instruções que sempre uso pra limpar os tênis.

Caramba, pense num capacete cheiroso!!! Ficou com cheiro de novo.

Esse spray é feito pra tirar sujeira e perfumar. Deu beeeem certinho rsrsr. Gostei demais do resultado.

Eu podia ter usado só ele (o spray), sem lavar o forro antes, como faço com os tênis, mas acho que não tinha ficado tão limpo e cheiroso como ficou.

Na próxima eu troco de capacete. Não estou a fim de procurar forro novo. Quando precisar de outra lavagem vou comprar outro capacete.

Fica a dica aí galera!

Abraço a todos.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Moto ou scooter?

Olá amigos,




Yamaha - RX 125
Em 1983 tive meu primeiro contato com uma motocicleta. Meu irmão mais velho, saudoso Plácido Antonio (falecido), comprou uma Yamaha RX 125 que eu achava o máximo (igual a essa da foto). Naquela época eu andava muito de bicicleta, era meu transporte principal, então o assunto "duas rodas" era apaixonante.

No entanto, como eu era pivete, meu irmão não me emprestava a moto. Como ele usava pra trabalhar, no fim de semana ela estava imunda. Ele me botava pra lavar a Rx-zinha e só assim eu conseguia dar uma volta na rua onde a gente morava, no bairro de Fátima, aqui em Fortaleza mesmo.

Era só ir até a esquina e voltar uma única vez kkkk, mas era bom demais. Eu ia beeeeem devagar pra o passeio demorar ao máximo.

Yamaha - RX 180
Depois dela, ele possuiu uma RX180 (Yamaha), que era uma super moto. Naquele tempo, as motos de maior cilindrada não eram muito acessíveis. Naquele período também eram populares a  Honda 400/450 (que era um verdadeiro tanque de guerra) e da XL 250 (mas essas eram meio caras).

Depois da RX 180 ele comprou uma Yamaha TT125, que ele acabou me dando e essa foi minha primeira moto. Estava toda acabadinha mas era minha. Isso provavelmente ocorreu em 1987. Eu ia pra faculdade na TT125 (Unifor), e fazia fumaça demaaaaais kkkkk. Minha mãe custeou a recuperação da moto na oficina do
Yamaha TT125
"Fininho", que ficava ao lado da Italpeças (única revenda Yamaha que existia em Fortaleza por muitos anos).

Mas era meu transporte e eu adorava aquela moto. Eu achava o máximo o design off road dessa pequena moto de 2 tempos. Quando eu estava a 5 quarteirões de casa o cachorro já sabia que era eu, porque o barulho do escapamento era muito alto, kkkk.

Depois desse período já andei em tanta moto que nem lembro direito. 

Honda XRE 300
Tive uma RX125 bem parecida com a primeira moto do meu irmão, uma Agrale 16.5 vermelha refrigerada à água, uma Honda 400cc (caindo aos pedaços rsrs), uma Honda biz (pouquíssimo tempo) uma Yamaha RD 135, uma Honda CG 125, uma Honda Titan, duas Honda Twister 250, uma Honda XRE 300.

Minha XRE 300 dourada era uma máquina e tanto. Tanto tinha presença, como motor. A moto era linda mesmo, tanto que a Honda ainda está fazendo com o desenho praticamente igual. Fiz uma viagem sozinho nessa moto pelo litoral do Ceará, que foi inesquecível, encarando asfalto e areia, na boa, sem nenhum problema, só alegria. Uma fera, mesmo com pneu misto nas dunas. Mas tinha que saber acelerar. 

Aí meus amigos, quando as cilindradas estavam começando a aumentar, eu tive que fazer um downgrade kkkk .... família crescendo; os investimentos e o foco tinham de ser outros.

Os carros voltaram a ser prioridade pra transportar todo mundo de casa. Mesmo assim, mantive sempre uma moto na garagem pra não perder o laço com as duas rodas.

Suzuki Yes 125 se
Minha penúltima moto foi uma Suzuki Yes 125SE e, por conta do dia a dia, transporte de menino pro colégio, etc, eu andava pouquíssimo na bichinha.

No entanto, mesmo estando parada, a moto vai se acabando do mesmo jeito. São outros fatores: bateria que não carrega por falta de uso, poeira que vai incrustrando e criando ferrugem nas partes cromadas; gasolina que vai ficando velha, sujando tanque e entupindo carburador .... bom, é um saco ficar só fazendo manutenção sem usar.

Aí começou o dilema de vender a moto. Comecei a botar na cabeça de vender a Suzuki, vender, vender, vender e percebi que o dinheiro que pagariam não compensava, era melhor ficar com ela guardada. Até que, quando já tinha quase desistido, fui numa revenda Suzuki e recebi uma boa avaliação. O detalhe é que a avaliação era na troca por uma nova kkkkk.

Como eu tinha acabado de trocar de carro (e a moto ia ficar apenas para pequenos percursos, só pra diversão mesmo) fiquei numa dúvida danada do que escolher.

Eu só tinha na cabeça que não queria gastar demais, afinal o "dinheiro" ia ficar mais tempo parado na garagem que rodando, então pensei: vou pegar uma coisa diferente. Eu sempre tive vontade de andar de scooter, mas não tinha coragem de comprar uma porque pensava: - Essas "lambretinhas" não devem prestar.

Nada é unanimidade e eu sempre tenho na cabaça que há opinião pra tudo; então, nesses assuntos, preciso levar em consideração a opinião da maioria (se tiver fundamento) e tomar a decisão. 

Aí então comecei a pesquisar e constatei que as reclamações eram menores que os elogios feitos à scooter Burgman 125i, da Suzuki.

Suzuki Burgman 125i
Pesquisei bastante mesmo. Os primeiros modelos, com carburador, os novos com injeção eletrônica, levei em consideração o uso que eu pretendia dar à moto que ia comprar e acabei gastando mais um pouco e adquirindo uma "lambretinha" rsrs.

Tem pouco tempo de uso. Estou completando a primeira semana, em pequenos percursos, mas estou achando ótima.

A saída dela no sinal é muito boa: bom troque e não fica atrás de nenhuma outra.

Super macia. A vibração do motor é quase imperceptível, bem menor que qualquer uma das motos que eu já tinha usado. 

Painel da "Burguiminha"
Os espaços para levar pequenas bagagens também facilitam minha vida. Seja embaixo do banco, seja no pequeno "porta luvas" que tem na frente, ou mesmo no gancho pra carregar sacolas, você nunca precisa ficar com os bolsos cheios (da pra guardar carteira, celular, livro, paletó, etc.).

O design dela é muito bonito mesmo (e a cor ajuda na visualização pelos motoristas de carro).

Uma coisa que sempre me preocupou foi sofrer uma colisão lateral de um automóvel e quebrar ou esmagar a perna. Na scooter esse problema de esmagamento é mais difícil, porque suas pernas estão dentro de um vão, livre; não tem o tanque e o motor pra fazer um sanduíche com o pará-choque do carro.

Passar marcha numa moto, pra quem está acostumado, é coisa automática. A gente até prefere, pra ganhar giros de aceleração, reduzir na hora que quiser e tal, mas a opção de apenas acelerar também é muito legal, estou gostando.

Só tenho três reclamações por enquanto: 

  • a) os freios são meio borrachudos mesmo, como falavam nas pesquisas que fiz. Não adianta apertar porque o tempo de resposta deles é bem mais lento, então você tem que andar de olho láaaaa na frente e antecipar suas decisões;
  • b) a retomada de velocidade é mais lenta realmente. se estiver andando rápido e diminuir, a retomada vai ser mais lenta. Acredito que seja por causa do câmbio automático. Você não pode pular pra uma redução, então tem que esperar o motor crescer por conta dele mesmo.
  • c) No começo você sofre um pouco com os buracos, até lembrar que os pneus são menores e precisa desviar com mais freqüência das irregularidades da pista. Já estou quase acostumado com isso.


No mais estou adorando. O banco é super confortável, é fácil levantar ela no cavalete central, a trava de direção e do banco são no mesmo local e isso facilita as coisas. Mesmo amaciando o motor estou percebendo que o consumo dela é baixo (ou seja, a amarelinha é mesmo econômica como falavam nas pesquisas).

Amigos, por enquanto é só! Depois a gente fala mais de motos e scooters.

Pra quem gosta de Scooter, vale a pena olhar Gosto de Scooters, Scooter Diário e (no face) Scooter no faceBurgman 125i no face

***** relendo este post hoje (01/jun/2017) percebi que deixei de falar das duas Twister 250cc da Honda que já fizeram parte da minha vida. Pois é, teve essas duas também hehehehehe.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Experiência com Triciclo

Olá amigos,


Quero partilhar hoje com vocês o início de minha experiência com os chamados "triciclos".

Se você pesquisar no YouTube sobre esse assunto vai encontrar resultados mais rapidamente com a palavra chave "recumbent trike".

"Recumbent", em inglês, significa "inclinado" ou "reclinado". Acredito que "trike" é uma variante de "bike", já que a bike tem duas rodas (bi-ke) e a trike tem três (tri-ke).

O nome em português seria então "triciclo reclinado" (pela posição de pilotagem).

A primeira vez que vi um triciclo reclinado desses foi num passeio em grupo, aqui mesmo em Fortaleza. Fui conversar com um dos usuários e descobri que ele mesmo fabricava a Trike. Não há quem veja esses triciclos e não tenha vontade de sentar e pedalar, porque é curioso. Surge logo a pergunta, como seria pedalar uma dessas? É natural rsrsr.

Como todo bom curioso comecei a pesquisar sobre as recument trikes e encontrei várias vantagens. Me animei, fui na oficina do Manoel (fabricante), conversamos algumas vezes e resolvi encomendar uma pra mim.

Em teoria (que pude constatar na prática) a trike me traria as seguintes vantagens, em relação à bike:
- O peso do piloto fica distribuído por uma área muito maior que o selim da bike, o que certamente diminui a pressão e o desconforto que sentimos quando se pedala por muito tempo (nádegas);
- A aerodinâmica durante a pedalada é muito boa. A posição reclinada para trás, com os pés para frente, faz com que o piloto corte o vento mais eficientemente. Normamente, numa bike tradicional, o peito funciona como área de resistência;
- As mãos não sofrem com o peso do corpo. Muitas vezes, durante uma pedalada mais prolongada de bike as mãos ficam formigando;
- Como a trike tem três rodas, você não precisa se preocupar de colocar o pé no chão, não se desequilibra, não cai (rsrsr);
- O centro de gravidade muito mais baixo que uma bike também faz diferença quanto à estabilidade;
- Você não deixa a coluna arqueada, mas reta e apoiada;
- Velocidade média das retas igual ou superior à bike e, sem dúvida, superior nas descidas;

Quem pretende usar pra trabalhar pode adaptar uma maletinha ou alforge atrás. Fica bem bacana, como nesse modelo que o Manoel fez.

Claro que nada é somente vantagem. O transporte da trike no carro é mais trabalhoso e ela não é tão boa quanto uma bike nas subidas, porque seu peso é maior. Além disso, já ouvi comentários que o fato da trike ser baixa poderia incomodar em pedaladas durante o horário mais quente do dia, porque o piloto fica muito perto do chão (isso nos locais quentes como o Ceará. Noutras cidades de clima mais moderado isso não seria problema). Num engarrafamento, onde não há ciclofaixas ou ciclovias, você pode ficar parado também.

(detalhe do freio à disco)
Aparentemente a Recumbent "Bike" (bicicleta reclinada) é a melhor de todas. Só não vou falar dela agora porque realmente ainda não usei nenhuma, mas parece que ela ganha da bike e da trike.

Percebi que os carros respeitam bastante o trike, guardando distância. É fácil visualizar, seja por causa do tamanho, seja pelas luzes de alerta, seja pela bandeirinha que usamos atrás.

Veja abaixo um vídeo que postei no YouTube de um passeio que fizemos outro dia. Vale à pena conferir.

Um abração e boas pedaladas!!!



sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Atenção homens: bike x próstata

Olá amigos,

Mais uma vez o Dr. Bruno Noronha vem conversar conosco sobre aspectos médicos importantes relacionados à prática esportiva.

Dessa vez, ele fala acerca de um assunto que interessa muitos homens praticantes do ciclismo: a próstata

Diz aí Dr. Bruno.........

A próstata é um glândula vizinha da bexiga. O seu funcionamento habitual é imperceptível mas as suas modificações provocam muitas vezes perturbações urinárias....
Na utilização da bicicleta, a posição sentada pode pôr em contacto com o selim toda ou parte da próstata.

Esta justaposição pode explicar por vezes a inflamação da glândula, as dores e, eventualmente, uma elevação da taxa de PSA, sem que isto esteja demonstrado formalmente.
Nenhum estudo científico demonstrou uma correlação entre a prática do ciclismo e o aparecimento (ou o agravamento) dum adenoma prostático.
Os problemas provocados pelo selim são as uretrites (inflamação do canal urinário) causadas pela pressão.
É muito bom você saber que:
  • A detecção precoce do câncer de próstata, ou seja, o diagnóstico no estágio inicial da doença, possibilita um tratamento eficaz e se previne as complicações, visto que, nessa fase, há um grande percentual de cura mediante radioterapia ou cirurgia, além da maior eficiência das outras formas de controle;
  • Nos indivíduos que fazem “check up” anual, os tumores da próstata são diagnosticados em fases realmente iniciais, com PSA abaixo de dez, e nesses casos há grande probabilidade de cura completa mediante tratamento cirúrgico ou com radioterapia;
  • A partir dos 50 anos, todo homem deve procurar anualmente um médico urologista para fazer uma avaliação clínica da próstata, ainda que esteja se sentindo bem e não tenha história de câncer na família. Essa avaliação consiste no toque retal (dada a proximidade da próstata com o reto), um exame indolor que permite ao médico identificar também outras lesões na região, tais como tumores localizados na porção terminal do intestino grosso. A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que nessa faixa etária, todo homem realize, também, um exame de sangue para dosar o Antígeno Prostático Específico (PSA), substância que, quando elevada, pode indicar problemas prostáticos;
  • Para homens que têm antecedentes familiares de câncer de próstata, a prevenção deve começar mais cedo, aos 40 anos de idade, devendo incluir o Toque Retal e a Dosagem de PSA no sangue, anualmente. O mesmo vale para homens da raça negra, grupo no qual há uma incidência maior (37%) do câncer de próstata;
  • Uma característica clínica importante do câncer de próstata é que seus sintomas aparecem muito tardiamente, ou seja, quando a neoplasia atinge a cápsula prostática. Os sintomas característicos de problemas na próstata, como dor e dificuldade para urinar são causados pelo aumento de volume da próstata e que, via de regra, estão relacionados a alterações benígnas dessa glândula
(Conheçam o blog do Dr. Bruno Noronha)