domingo, 11 de agosto de 2013

Regulagem da folga no guidão da dobrável Soul D60

Olá !!!

Comprei uma bike D60 Soul e depois de 2 meses ela ficou com uma folga no movimento do guidão, que alguns chamam de caixa de direção.

Procurei um vídeo que pudessa ajudar, dar umas dicas de mecânica, mas não existe. Acabei metendo as caras e aprendendo a regular, tirando a folga.

Fiz um vídeo e vou disponibilizar pra quem quiser fazer o serviço. Em três minutinhos tá feito, é fácil.


BICICLETA: divertimento, transporte e saúde (Parte 3)

Olá,

Dando continuidade às duas conversas anteriores sobre bicicleta, vou falar um pouco sobre minhas impressões quando voltei a pedalar.

Acho ótimo pedalar, gosto demais mesmo. Neste post quero partilhar algumas experiências pessoais.

Esse aí ta morto kkk
Vou começar falando da dificuldade de acompanhar os grupos de passeio noturno no começo.

Algumas vezes a falta de condição física é tão grande que uma pedalada pequena de alguns quarteirões já se torna um grande obstáculo.

Isso é resultado do nosso sedentarismo. É incrível como a gente fica fora de forma rapidinho.

Como já falei antes, o lance é não parar no primeiro passeio. É normal sentir dores musculares quando se faz esforço físico depois de um longo período de sedentarismo.

Lembre-se das recomendações que coloquei no post "Avaliação Médica" e dos assuntos abordados no post "Entrevista com Dr. Bruno Noronha (médico do esporte)".

As dores são uma decorrência da sobrecarga a que foi submetida a musculatura. Mas, se você mantiver a frequência da atividade, os músculos vão "entender" que aquela carga é a sua média, vão se adaptar, você fica mais forte e as dores passam.

A bicicleta elétrica infelizmente ainda é muito cara aqui no Brasil. Seria uma opção para aqueles que querem pedalar quando a condição física não ajuda. É possível usá-la num modo de "assistente" nas pedaladas, usando a propulsão como um complemento da força aplicada nos pedais.

Na minha opinião, entretanto, a bike elétrica não é muito interessante para uso contínuo, e vou explicar porque. Obviamente ela traz maior conforto e menor esforço ao ciclista, mas é essa a intenção? A intenção é usar uma bike que não requer pedal? Se for assim compra uma moto rsrsrs.

O preço pode variar de R$1.500,00 a R$4.500,00 (salgado hein?).

Fora isso, a bateria não tem uma autonomia tãããão razoável e, dependendo do uso (modo assistência ou acionamento direto) pode acabar antes do que você imagina.

Aí você está frito. Como ela tem muito mais peso pra carregar (estrutura, bateria, motor, etc.) pedalar com uma bike elétrica só "na perna" fica uma dureza.

A bike elétrica, então, nem é uma moto (porque é muito fraca) nem é uma bicicleta leve o bastante para te levar pra qualquer lugar. Mesmo as mais modernas com bateria mais "inteligente" e maior autonomia são, na minha opinião, um incentivo ao sedentarismo. Partilho da opinião dos meninos da Revista Galileu ... veja o vídeo.

Procure um selim adequado. Se a sua "sentada" está incomodando, pode ser que a regulagem do selim não esteja no ponto. Tente ajustar a altura do cano do selim (em relação ao pedal), de forma que sua perna não fique totalmente estendida, mas um pouco flexionada. Ajuste também a posição do selim (mais para frente, mais para trás), até que você se sinta confortável.

Selim de speed
Se a bunda dói, pode ser que o formato do selim não seja bom. Isso tudo também varia de acordo com o estilo da bike. As speeds permitem que você use um selim mais magro (sem gel ou espuma) porque a posição de pilotagem, muito inclinada para frente, divide o peso entre o selim e o guidão. Além disso, uma sela muito larga incomoda entre as pernas.

Quanto mais vertical a posição do tronco ao guiar a bike, mais confortável deve ser o selim. O incômodo da "sentada" atrapalha todo o divertimento. Além disso, para os homens ainda sobrevive a dúvida: se a pressão sobre a área da próstata pode acarretar algum mal futuro.

Para evitar, se você é homem, busque um selim que tenha uma parte central mais baixa (selim vazado), como nessa foto.

O tipo de bicicleta que você precisa depende do que você vai fazer. Se for para simples passeios noturnos, compre uma boa bicicleta de supermercado. Pra passeios urbanos é suficiente. To falando sério. Compra uma básica, com 18 ou 21 velocidades. As mulheres podem até comprar com cestinha na frente. Para uso na cidade é de bom tamanho (e a cestinha tem sua importância sim, reconheço).

Alugar bikes no momento do passeio é uma loteria. Na maioria das vezes você "perde o jogo", pega uma bike horrível, com freios e câmbio ruim, acaba ficando traumatizado no passeio.

Para fazer pedal tipo speed ou mountain bike (MTB), é bom buscar qualidade. A diferença de desempenho é muuuuito grande. Digo isso por experiência própria. Acaba saindo mais caro porque você descobre que vai ter que comprar uma outra bicicleta. Compre logo uma bicicleta boa, a diferença de preço é grande, mas a satisfação também rsrs. Fazer trilhas, com impactos frequentes, levando o freio ao limite, é bem diferente de andar no asfalto.

Converse com ciclistas mais experientes e de bom senso. Não se deixe levar por conversa de vendedor, a não ser que você o conheça bem.

Capacete é imprescindível. Luzes de alerta dianteira e trazeira são itens importantes. Um pequeno computador que registre velocidade, tempo, distância, é recomendável. Na verdade tem acessório tem pra tudo rsrs, se você for se deixar contagiar, vai acabar fazendo bobagem, gastando mais do que precisa.

Ah ... se você for fazer MTB não vá levar a bike cheia de acessórios hein, rsrs.

Já fiz muito pedal noturno ... a companhia do pessoal é muito legal, além de diminuir o risco de assaltos e acidentes.

Concentração na cidade de Maranguape
Participei outro dia da minha primeira prova de MTB. Foi numa categoria de início, mas a experiência foi muito boa. 

Final de prova!!!
Aprendi a navegar com planilha, vi as dificuldades de subir e descer trilhas no meio do mato, na pedra, na areia frouxa... dá pra ficar viciado rsrs.
Planilha, página final.





Seja lá o que for fazer ..... divirta-se!!!





segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Bicicleta: divertimento, transporte e saúde (Parte 2)

Olá!!!

Na primeira parte deste post sobre o uso da bicicleta, falamos do divertimento que a bicicleta inspira, desde a infância. Digo "desde a infância" porque mesmo após a adolescência e durante a fase adulta, o divertimento continua, rsrs, claro.

Mas a bike, além de divertimento, também é um meio de transporte.

Atualmente se verifica um acentuado crescimento do número de pessoas da classe média que usam a bike para algo mais que se divertir: - Um meio de transporte.

Segundo Reginaldo Paiva, presidente da comissão de bicicletas da Associação Nacional de Transporte Público, "As pessoas começaram a perceber que a cidade parou. Para quem se desloca em pequenas distâncias, a bicicleta é imbatível"

Apesar de todas as vantagens que o uso da bike importa, apenas 7% da população brasileira se utiliza dela como principal meio de transporte, o que é uma pena, uma vez que o governo federal está incentivando a implementação de uma política nacional de mobilidade urbana, com grande destaque para o uso da bike, inclusive com financiamentos aos municípios.

Mas chega de falar de números, vou direto ao assunto: EU VOU DE BIKE PARA O TRABALHO rsrsrs.

Desenvolvo minha atividade profissional na área jurídica e, por isso, devo andar de paletó na maioria do tempo. Isso dificultou muito minha decisão. Como usar paletó de bike, em Fortaleza, com tanto calor?

É claro que fiquei pensando: - O que será que vão falar, ou pensar, quando eu chegar todo arrumado de bicicleta no trabalho? 

Lógico que pensei e fiquei preocupado. Tenho 45 anos, uma boa carreira profissional e há muito tempo ia trabalhar de carro. Sem dúvida, quando a idéia surgiu, rolou uma preocupação com a imagem. A idade, nessas horas faz a diferença. A gente descobre que está bem resolvido e não precisa mais provar nada pra ninguém. Quer viver bem e pronto.

Ando muito feliz com minha (nova) vida pós-cirurgia, com meu condicionamento físico cada vez melhor e isso também pesou na minha decisão.

Este sou eu quando comecei a ir trabalhar de bike
Sendo assim, aliado ao fato de ter voltado a andar de bike naqueles passeios em grupo (noturnos) um ano antes da minha tão falada cirurgia, e também porque moro bem perto do local de trabalho (2,5km), fiz a opção e comecei a pedalar pro trabalho há pouco mais de dois meses.

Para minha surpresa a repercussão foi excelente!!! Só elogios. Inclusive muita gente se inspirou, apesar de ainda não ter começado a pedalar.

Pra resolver o problema do paletó, deixo logo o blazer no trabalho rsrs.

Como disse, a distância de casa ao trabalho é de apenas 2,5km mas tenho filho no colégio, então uso o carro para levar, em seguida volto para casa, pego a bike e vou trabalhar; meio dia volto de bike pra casa, pego o carro e vou buscar ele no colégio. Depois do almoço vou pro trabalho de bike de novo e volto. Dá mais trabalho, mas eu aproveito pra fazer mais exercício, a idéia é essa, rsrs.

No primeiro mês eu estava usando essa Caloi Comfort. Infelizmente não tem bicicletário onde trabalho, então eu tinha que deixá-la presa num poste, levando sol e chuva. Gosto muito dessa bike pra vê-la se acabar assim. Dessa forma resolvi procurar uma dobrável para tentar guardar dentro do prédio onde trabalho.


O preço das dobráveis não é muito convidativo, especialmente as de alumínio. Pesquisei e acabei optando por uma Soul D-60, essa da foto acima (a minha é preta, como essa dobrada ao lado).

A diferença de peso entre uma com quadro de alumínio e uma com quadro de aço carbono não é tão grande assim, mas a diferença de preço é.


Gostei demais dessa bike. Ela é leve, com 6 velocidades (o suficiente para transporte urbano), guidão bem curto (que facilita a passagem entre os carros), freios eficientes, refletores, facilidade de dobrar, segurança dos mecanismos de dobra, etc. A única mudança que fiz foi o selim. O original é muito duro e desconfortável, haja bunda e coluna. Comprei um selim Tito em Gel com amortecimento em borracha (elastômero) e ficou excelente! Parece outra bicicleta!

Dobrada ela fica como na foto acima e está sendo guardada debaixo da bancada do refeitório, dentro do prédio, bem mais protegida que a minha Caloi, que está sendo usada para os passeios noturnos e alguns off-roads rsrs.

Acrescentei um alforge Deuter (10 litros) preso no bagageiro que veio na bike. O tamalho do alforge foi ideal para o bagageiro. Comprei pela internet porque em Fortaleza não tem em lugar nenhum e era preciso um lugar pra levar algumas coisas (mochila não é uma boa opção porque as costas ficam suadas). Comprei por um preço ótimo através do site Mercado Livre.

Apesar do aro 20, ela é estável. Coloquei um Cycling Computer Serfas 1.1. e medi minha velocidade média de viagem: 16km/h. Marquei a velocidade máxima pedalando, sem muito esforço, de 42km/h.

Detalhe, esse relógio Serfas vem com duas bases, ou seja, se você tiver duas bikes pode instalar uma base em cada uma, tirar o relógio de uma e colocar na outra.

Pra uma bike aro 20, com apenas 6 velocidades no câmbio, que se destina ao transporte em pequenas e médias distâncias, tá bom demais.

Me livrei de um engarrafamento diário onde invariavelmente eu perdia de 30 a 40 minutos todo dia, na hora do almoço e/ou no final do expediente. Faço meu percurso numa média de 8 minutos e meio. Quanta diferença hein!

Além disso, vou fazer uma grande economia de combustível, pneus, óleo, suspensão, economia de neurônios (stress do engarrafamento). Acima de tudo, menos um carro emitindo gás carbônico na rua.

Espero usar cada vez menos o carro e cada vez mais a bike pro trabalho.

O uso de bicicleta em pessoas com mais idade não traz qualquer malefĩcio. 

Veja os vídeos abaixo, você vai gostar (Ciclovias para cidades que queremos, parte 01 e 02)

Use capacete!!! Recomendo também a leitura do Guia "bike pro trabalho", é bem legal.

Abraço a todos,

Petrus.



domingo, 4 de agosto de 2013

BICICLETA: divertimento, transporte e saúde

Olá!

Bicicleta é uma paixão que se desperta ainda na infância. Quem nunca teve vontade de andar de bicicleta quando era pequeno? Difícil, não é? Bicicleta é o tipo do "brinquedo" que faz bem, sem restrição.

Pra não deixar este post muito longo, já que existe muita coisa pra falar sobre isso, vou dividir em partes, como fizemos ao falar de Surf.

Tem gente que aprende a andar de bicicleta na infância e depois abandona, tem outros que continuam usando de tempos em tempos e tem gente que não deixa de usar nunca. Tem ainda os que usam bicicleta como meio de transporte prioritário, por necessidade ou por opção.

"No meu tempo de criança" (essa expressão é triste rsrs) havia uma restrição no mercado brasileiro, uma falta de opção danada. Era Caloi, Monark e ponto final. Foi exatamente a época da campanha "Não esqueça da minha Caloi" (veja o vídeo).



O certo é que bicicleta diverte, independentemente do grau de condicionamento físico. Quem tem pouco condicionamento, anda um pouco, quem tem maior, passa mais tempo.

Eu comecei andando nas bicicletas dos amigos. Minha família não tinha muitas posses, aí eu tinha que pedir uma voltinha mesmo... haja paciência para aprender a equilibrar já que pra andar sem rodinha é necessário repetir e tentar bastante.  Mas de voltinha em voltinha acabou dando certo. Aprendi numa Berlineta Caloi (na berlineta eu consegui andar pela primeira vez sem apoiar os pés no chão).

Apenas aos quinze anos fui possuir minha própria bicicleta. Foi uma Barra Circular da Monark.

 Usava essa barra circular para ir à aula na Escola Técnica Federal em Fortaleza, Ceará. Uns tempos depois comprei uma Caloi 10 (duas coroas + catraca com 5 engrenagens) (tbm chamada de Magrela).

Depois disso passei muuuuuito tempo sem pegar numa bike, tipo uns 10 anos, dos 16 aos 26/27, mais ou menos.

Estou apenas querendo dizer que passei pelas fases que a maioria das pessoas passa. Eu usava a bicicleta esporadicamente.

Porém,  de uns tempos pra cá a bicicleta tem se tornado uma companheira mais presente na minha vida, mais até mesmo que na minha infância.

É que, graças a Deus, por uma série de fatores (conjuntura), o uso da bicicleta como meio alternativo de transporte ganhou status de tendência de moda.

Até o nome mudou. Hoje em dia o pessoal costuma chamar de "Bike" (abreviatura americana para Bicycle).

O preço da gasolina, o aquecimento global, o aumento desenfreado do consumo, as facilidades de crédito para a aquisição de veículos, a falta de investimento em políticas públicas de transporte, a falta de estrutura nas cidades, os frequentes e crescentes engarrafamentos, têm comprovado que aquele brinquedo de infância é um eficiente alternativa dentro e fora das cidades.

E não tem essa estória de vergonha não. Houve um crescimento muito acentuado na quantidade de pessoas que se organizam em grupos para pedalar pelas cidades à noite. Não é difícil encontrar inclusive sites que indicam (em cada cidade brasileira) local e data dos passeios.

Muito mais que brincar, pedalar agora é sinônimo de saúde e de inteligência.

A Caloi ainda vende bicicletas, mas a Monark fechou as portas. Em face da abertura do mercado nacional, várias excelentes marcas podem ser encontradas e, bem mais que duas opções, comprar uma bike hoje é até difícil, hehe.

Tem bike urbana, mountainbike, speed, utilitária, dobrável, elétrica, etc, etc, etc, vai depender do seu uso.

Eu incrementei o uso da bicicleta gradativamente, começando nesses passeios noturnos em Fortaleza (Espaço bike, Ceará Bike, Fortal Bike, Bicicletada, etc).

Peguei tanto gosto que há dois meses adotei a bike como transporte diário para o trabaho..... nos próximos posts, vou falar dos desdobramentos dessa atividade no meu condicionamento, nos meus habitos e na minha vida.

Abraço a todos!

Petrus


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Entrevista com o Dr. Bruno Noronha (Médico do Esporte)

Dr. Bruno Noronha, Especialista em Medicina do Esporte, Clínica Médica/Medicina da Família e Suplementação em atletas, autor do blog http://blogdodrbruno.blogspot.com.br gentilmente respondeu a algumas perguntas para o nosso blog.

- Doutor, é verdade que a partir de uma certa idade a gente começa a perder massa muscular com mais velocidade? Qual seria essa idade? A atividade fĩsica constante ajuda a prevenir essa perda?

Resposta: Com o envelhecimento, há uma diminuição lenta e progressiva da massa muscular, sendo nossos músculos um tecido nobre, paulatinamente, substituído por colágeno e gordura, ou seja, nosso motor (músculos) se encolhe.... À medida que envelhecemos vários aspectos da química do corpo humano e de sua fisiologia começam a mudar de uma forma negativa. Há um aumento na inflamação, um declínio nos níveis de hormônios anabólicos, um declínio na saúde dos nervos, e, em geral, o corpo humano já não funciona muito bem.

Tudo isso tem um efeito muito negativo sobre a sua massa muscular e força, que por sua vez, limita a capacidade de realizar exercício e ser fisicamente ativo. Este ciclo vicioso de declínio de capacidade leva a sarcopênia. É por isso que devemos tomar medidas para evitá-lo.

O melhor exercício para a prevenção de sarcopênia é o fortalecimento físico, que também é chamado de exercícios de resistência ou de musculação. Isto é porque o esforço imposto aos músculos de forma intensa os obriga a ficarem maiores e mais fortes ao longo do tempo. Mas não é necessário ficarmos “enormes” como os competidores de fisioculturismo para prevenirmos a perda de massa muscular ao longo dos anos. Exercícios com baixa resistência de 2 a 3 vezes por semana são suficientes para manter a massa muscular. Esta resposta anabólica ao exercício de resistência é um componente importante na manutenção da homeostase, o que garantirá sua saúde e longevidade.

- Existe uma modalidade esportiva mais indicada para os 40, 50, 60 anos (e dai em diante)? Isso depende de cada um? Com que frequência que as pessoas devem procurar um médico do esporte para refazer sua avaliação geral?

Resposta: A modalidade é da vontade própria. Depende de cada um. 

As avaliações devem ser feitas a cada 3 meses para para verificar a evolução de treino, manter ou modificar a programação de suplementos e medicações. Leia o artigo "Atividade Física e Saúde no Idoso".

- Em contraste com a pergunta anterior, existem atividades ou modalidades esportivas não indicadas para as faixas etárias antes citadas?
Resposta: Modalidades que provoquem alto impacto e que exija demasiadamente a capacidade cardiovascular são contra-indicadas.

- Na sua opinião, uma pessoa sedentária, mas com saúde geral razoavelmente boa, pode começar as atividades físicas até que idade? Dá pra pensar em ser atleta depois dos 45/50 anos?
Resposta: Nunca é tarde para começar uma atividade física, até porque os benefícios são percebido mais intensamente nas idades mais avançadas, melhorando auto-estima e favorecendo a agregabilidade ao treinamento/tratamento.

Ser atleta após certa idade não é adequado devido desgaste senil natural e atleta não e jamais sinônimo de saude, é extremo, bem como o sedentarismo na outra ponta.

Obrigado Doutor!!!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Minha experiência com surf (contin. II) - "MACETES"


Amigos,

Eu pensei em falar com vocês, ainda, sobre o surf e passar macetes, tipo:

- conversar, trocar experiências, pesquisar;
- alimentação;
- remada;
- ficar em pé;
- intervalo de ondas;
- entrar no mar agitado;
- vento forte;
- previsão de maré (consultar);
- uso da parafina pra ficar em pé;
- regras dentro do mar (outros surfistas);
- cansaço excessivo;
- hidratação;
- corrente de retorno;
- linguagem/dicionário;
- Técnicas pra ficar em pé na prancha.

Mas dei por mim que este não é um blog pra ensinar a surfar rsrsr.

Preciso focar no surf em relação à idade. Achei muito legal essa foto ai do lado .... que disposição!

Pois então, minha grande dificuldade foi, por incrível que pareça, CONDICIONAMENTO FÍSICO.

Caramba ..... fiquei moooorto na primeira vez que precisei entrar no mar. Enquanto eu estava só na beirinha, tudo bem, mas pra entrar e pegar a onda é ooooutra estória.

Descobri que há praias que a rebentação é mais tranquila. É bom pesquisar mesmo.

Procure uma prancha com bastante flutuação porque ela vai "perdoar" sua falta de condicionamento e/ou falta de técnica e você fica em pé com facilidade.

Pense numa funboard ou uma longboard, depois você evolui e pega menores (ou não). Eu nem sei se quero pegar pranchinhas. Gosto demais da minha fun.

Praticar com frequência, entretanto, é fundamental. Em pouco tempo você ganha condicionamento. Se aliar o suf com outra prática, como corridas regulares, seu condicionamento cardio-respiratório vai ficar excepcional.

Se você se interessou pelo esporte, pesquise sobre os assuntos que eu relacionei acima e não deixe de mandar comentários, terei o maior prazer em responder.

Não esgotei o assunto. Mas pra começar esses 3 posts já chegam ;)

Abraços

Petrus

sábado, 27 de julho de 2013

Minha experiência com surf (contin. II) - ACESSÓRIOS


Leash ou cordinha
Além da prancha, sobre o que conversamos no post anterior, você precisa de uma cordinha (ou leash), precisa passar parafina na prancha, se proteger do sol, usar uma sunga, uma bermuda, etc., etc. etc. .... rsrs.

É muita coisa hein, mas precisa mesmo.

Outro dia eu estava surfando na Praia do Futuro, em Fortaleza, e passei por uma situação chata. Quando cheguei pra surfar tinha um cara saindo da água com a quilha quebrada .... mais adiante vinha um reclamando que a cordinha quebrou.

Sinais meu amigo, sinais. Antes de surfar olhe para o mar e aprenda a identificar como ele está se comportando naquele dia.

Eu não li os sinais ... remei como um condenado pra passar a rebentação com minha funboard, sem afundar, sem passar por baixo das ondas que vinham. Cheguei lá no fundo mortinho da silva.

Por causa disso, passei da linha que a galera estava pra poder descansar. Pensei em passar de onde as ondas se formam ... estava precisando de um tempo.

Porém, do nada, veio uma onda gigantesca e eu não estava em posição, nem pra pegar a onda, nem pra passar por ela ... resultado: - empurrei a prancha pra tras e tentei mergulhar (eu sabia que não ia conseguir afundar aquela prancha enorme). A onda puxou a onda e me levou junto, até um determinado ponto .... a cordinha partiu e as ondas levaram minha prancha, kkkk, fiquei no fundão e tive que voltar no braço (um cara ainda gritou: - Vai na paaaaz irmão!)

Lição que tirei do episódio:
- Use uma cordinha com espessura bastante para suportar a tensão da prancha;
- Verifique sempre se a sua cordinha está em boas condições. Ela deforma com o tempo;
- Olhe para o mar. Se eu tivesse "lido" a situação do mar naquele dia (consultado a previsão, conversado com os caras que saíram), não teria sido pego de surpresa. Você precisa ter humildade e reconhecer que seu nível ainda não permite encarar um mar pesado demais;
- Por sorte não roubaram minha prancha. Depois de uns minutos, quando cheguei na areia, ela estava lá, mas podia ter sido levada. O fluxo de pessoas naquela praia é grande.

A parafina também é importante. Impede que você escorregue. Os vídeo ao lado vão te dar uma dica de como passar parafina e como limpar a prancha. É preciso tirar a parafina velha depois de um tempo também.

Para isso serve o "raspador". Tem umas bermudas que a gente compra e já vem com o raspador dentro do bolso. Alguns raspadores vêm com uma chave para afrouxar os parafusos das "quilhas".

Eu comprei uma bermuda de material elástico, excelente! Faz a diferença, o preço compensa. Vc tem muito mais liberdade de movimento

Abaixo da bermuda é bom usar uma sunga. Nunca se sabe a força da próxima onda hehehe.

Se protege do sol. Essa dica não tem idade. Tanto faz ser novinho ou adulto, o sol queima meeeesmo.

Aqui em Fortaleza o clima é quente. Como eu tenho pouco cabelo comprei até um boné pra proteger a cabeça porque tem dias que o bicho pega. Já queimei a cabeça de uma forma tal que descascou rsrsr.

Use protetor solar, sem pena, pra não ter que ficar voltando constantemente pra colocar mais (rosto, braços, ombros, costas, batata das pernas, tudo).

Outra pedida é usar malhas (camisas) especialmente feitas pro surf. As de boa marca têm proteção UV. Olha o selo para ter certeza que tem proteção UV.

Eu costumo usar relógio quando entro no mar (digital, simples). Minha pulseira é de silicone (borracha). Cuidado com o tipo de relógio que você vai usar porque alguns tem o pino muito grande e pode machucar sua mão quando você se apoiar na prancha pra ficar de pé.

Quem está começando pode usar uma luva palmar, pra dar maior potência às remadas ... recomendo porque usei e funciona mesmo.

Além disso tudo tem as quilhas, mas esse episódio é um capítulo à parte. Tem muita especificação pra colocar aqui e este post já está demasiado grande rsrsrs.

Leva água no carro, umas barrinhas de cereal. Dependendo de onde você for surfar pode não ter comida nem água.

Além disso tudo, costumo deixar no carro uma com toalha, camisa e bermuda seca extras sacos plásticos para colocar a roupa molhada.

Não entre no mar com a chave original do seu carro porque a maioria tem um chip dentro da cabeça e ele queima. Seu carro não vai ligar e você fica no prego.

Manda fazer uma cópia. Deixe a original dentro e leve no bolso essa cópia baratinha.



Raspador simples

Raspador com chave





Boné pra surfar